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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
sábado, 29 de julho de 2023
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Vazio cheio
Ah, como o agora me parece curto, o tic tac mais ousado e o andar mais vagaroso.
sexta-feira, 28 de julho de 2023
No mesmo andar
Tem dias que volto
Tem dias que saioDe minhas pupilas,
não me distraio.
Sou meio que olhos
sondando o escuro,
por dentro e por fora
só vejo o muro.
Esbraveja novena,
oração sem noção
de quando em quando
aciono o botão.
Força que cai, desliga
a sirene
corpo doente,
em morte perene
Se fico ou se vou
também é em vão
lá ou cá é só um solidão.
Hertinha Fischer.
sábado, 22 de julho de 2023
Ança avança
A alguns metros de distância,
ânsia.
Tudo avança e alavanca,
Tranca.
Três cordas enlaçadas,
Trança
Pés desleixados, ossos quebrados,
manca.
Dar algo para se ver livre,
fiança
Confiar com o certo das coisas,
Esperança
Ter mais que o desejado e esperado,
bonança
Guardar o futuro em potes,
poupança
Alegria em qualquer momento,
criança
Promessa de eternidade sem conflito,
aliança
Esperar sentado ou em pé,
cansa
O ponto final só marca,
confiança
cansa!
Hertinha Fischer
domingo, 25 de junho de 2023
Quando eu
Tinha no olhar os brilhos dos anos, raios de tantos danos.
Promessa descumprida, felicidades prometidas que encheriam baldes e mais baldes de frustrações em massa.Os trilhos esculpidos por tantas andanças, labaredas de esperança queimando galhos entre lápides frias e inertes
Por lá que desconhecia. por cá que lhe faltava tudo.
Corpo e estômago saciado, alma desassossegada dentro dormia, acordada, sofreria.
Não podia ser nada que não fosse sombra: se fosse sol, destruiria.
Como córrego que adentra a mata, ajeita-se entre galhos, e se derrama em fonte e nunca trabalha para sustento de si, se derramava até o ultimo gole.
Primavera que não podia colher suas flores. Perfumes que se perdiam em potes.
Hertinha Fischer.
Os versos casos
Faz seu enredo valer a pena
quinta-feira, 15 de junho de 2023
A solidão da tarde
E quando era tarde, lá chovia,
quase que a chamar-me a vida.Silenciosa, quase triste, a se derramar em lágrimas
vindo de não sei onde. A se derramar por mim.
Ludibriando a dor da solidão - sem sombra, nem sol.
Uma pequena orquídea orbitava entre galhos secos, sem
coração que pulsava, apenas sorria com seus olhos
Mentes de folhas mortas contavam certas histórias,
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Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
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