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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 25 de junho de 2023

Quando eu

 Tinha no olhar os brilhos dos anos, raios de tantos danos.

Promessa descumprida, felicidades prometidas que encheriam baldes e mais baldes de frustrações em massa.
Os trilhos esculpidos por tantas andanças, labaredas de esperança queimando galhos entre lápides frias e inertes
Por lá que desconhecia. por cá que lhe faltava tudo.
Corpo e estômago saciado, alma desassossegada dentro dormia, acordada, sofreria.
Não podia ser nada que não fosse sombra: se fosse sol, destruiria.
Como córrego que adentra a mata, ajeita-se entre galhos, e se  derrama em fonte e nunca trabalha para sustento de si, se derramava até o ultimo gole.
Primavera que não podia colher suas flores. Perfumes que se perdiam em potes.
Hertinha Fischer.

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