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Restos do resto

Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...

quarta-feira, 26 de abril de 2017

É sou

Ainda sou a mesma, não lamento. O próximo
dia é só um dia, o que foi já foi ontem.
Não me importo e nem me intrometo em estações de ninguém.
O que sou, sou eu, o que outro é, é sou também.
Hertinha Fischer

Deixe o amor reinar em você

Tanta ansiedade faz aumentar a pressão...Não force quando o destino do momento não te agrada... O momento passa... a vida continua.. coisas vão acontecendo, nós vão desatando... o tempo vai passando..e quem mais sofre é o seu coração!
Relaxe....As peças que Deus reservou em sua vida... devagar, sem pressa, vai se encaixando direitinho. pense na eternidade de seus dias, haverá apenas um minuto de descanso, então, você também será as alturas.
Porque o reino de Deus é paz e confiança.. Abraço!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Sou mais eu

Vi na penumbra o seu olhar
que se foi
sem avisar
distanciou-se
no silencio
sem palavras para me
consolar.
Fui de mansinho sobre
a dor e pedi para
ir embora, porque
lá fora, o dia começava, e eu,
por sua causa, não podia
perder o espetáculo.
As flores se abriam, pássaros
cantavam, tudo fluía, mas
com a dor eu não via.
Despi-me então do silêncio, e
arranquei-me de dentro,
como quem nasce de novo,
e de novo me fiz sem você.
  Hertinha (Herta Fischer)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nada morre, tudo se transforma

Mais uma vez o sol
se levantou mais cedo.
trazendo com ele
as obrigações.
Mais uma vez, a vida se
move em várias direções.
Entre o nascer e morrer só
ha alguns segundos, algo ou alguém
está definhando agora.
Enquanto todos estão trabalhando
sem nenhuma preocupação,
á não ser no que se faz, alguém
sofre em dores, mas, não ha
dor maior do que morrer.
Será?
A morte só é triste para quem vive para ver
 a morte do outro, o outro chorará
por você, mas, você estará dormindo.
Quão doce é saber-se devedor e poder
ter pago a divida.
Ha um renascer constante, ha um
nascer constante, há  um morrer constante.
Ha beleza em tudo, se parar para pensar, só para
a dor não deveria haver lugar.
Quantas vezes a roseira floresce antes de ver
o seu próprio fim?
Será alguém voltando ao seu lugar
de origem, será alguém tornando-se
o que já foi, para novamente, em algum momento,
tornar a reaver-se a forma moldada.
Porque um vaso, uma vez feito de um jeito,
jamais será de outra forma que não seja ele mesmo.
mesmo que tente moldá-lo a outra forma, jamais
se conseguirá o mesmo resultado, não existe
alquimia capaz de torná-lo diferente.
A mesma sabedoria que o fez, será a mesma sabedoria
capaz de reavivá-lo, pois retem a formula com ele.


 “Os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem absolutamente nada, nem têm mais recompensa, porque toda lembrança deles caiu no esquecimento. Tudo o que a sua mão achar para fazer, faça-o com toda a sua força, pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria na Sepultura, o lugar para onde você vai.” * — Eclesiastes 9:5, 10.


Em termos simples, a Sepultura é o lugar para onde os humanos vão quando morrem; é um lugar ou condição simbólicos onde toda consciência ou atividade deixa de existir. Vejamos o conceito que Jó, um homem fiel do passado, tinha sobre a Sepultura. 
Num só dia, Jó perdeu todos os seus bens e filhos. Depois, ele foi atingido por terríveis furúnculos em todo o corpo. Ele implorou a Deus: “Quem dera que me escondesses na Sepultura  (Jó 1:13-19; 2:7; 14:13) Fica claro que Jó não achava que a Sepultura era um inferno de fogo, onde seu sofrimento seria ainda pior. Para ele, a Sepultura era um lugar de alívio.

Um lugar de descanso até a vinda do Senhor.. Repousará o espírito no Senhor, e o corpo já sem função fica retido em si mesmo, de onde foi tirado.. do pó!

Hertinha (Herta Fischer.)

domingo, 23 de abril de 2017

Não se tem como fugir

Poesia,
porque foges de mim?

Encontrei amor em meus pais, mas esse amor
nem sempre foi bem recebido, pois, amor
sem ordem não subsiste.
Achei que era livre, mas livre não sou.
Ainda sonho com dias melhores, ainda
penso em amor, mesmo que o amor me acompanhe.
Quando me deparei com um olhar, não sei contar,
mas, me apaixonei, e essa paixão só me fez sofrer.
Não dei conta de meus sentimentos, eles não me bastaram,
porque ainda dependia do seu.
E o seu se limitou ao seu querer, ao seu prazer, ao seu
ideal, e eu tive que me adaptar, não
ao meu sonho, mas, ao seu.
A felicidade que deveria haver em mim,
foi a felicidade de ser o que queria, independente
do que eu sentia e podia, eu tive que me enquadrar
nos seus desejos á seu modo.
E ainda hoje, quando os anos me levam a lugares
desconhecidos dentro de mim,
quando ainda posso me libertar, não sei
para onde ir.
Assim como as nuvens seguem o regimento
do ar, e não podem fugir de seu estado natural,
eu também tenho que me limitar ao lugar
que me estacionei.
Herta Fischer   (Hertinha)





Na contramão

Até parece que eu falo sobre o mesmo assunto
todo dia.
Mas todos os dias são iguais, exceto
pela mudança no sentir.
Olhe para fora, no lugar em que vive,
o que você vê?
Por acaso alguém vive diferente?
Você vê mudança na forma de viver, só
muda as estações, ora: muito calor,
ora: temperatura mais amena. ora:
 frio,
ora: gelo. Então, do que mesmo
estamos falando?
Como posso falar de outros mundos, se nunca estive lá.
Seria levar você para um sonho, uma ilusão qualquer,
que desconheço.
Não posso falar de amor, se desconheço, ou saudade,
quando não sinto, ou, de vida, quando já morri.
Então, falo de terra, de caminho, de flores, de dias,
de passado, de lembranças, de sentimentos, porque
é disso que vivo.
E o que vejo e sinto, só eu sei. ninguém
pode olhar pelos meus olhos, a não ser o
que descrevo, mas, mesmo descrito, ainda é você
quem pode ver segundo sente.
Não tem como falar de coisas que não vivi, mesmo
que eu escreva sobre a vida de alguém ainda, assim, sou eu a criar,
segundo o que conheço, mas a maior
parte, ainda é sentir.
O sentimento move a vida, a vida move os sentimentos, e
nós existimos apesar de.
Eu gosto de alguém que talvez você deteste,  Ou você gosta
de algo que eu não gosto.
Assim é, que bom!
Pois se todos gostassem das mesmas coisas, algumas, ou varias coisas
já não existiriam.
Imagine você querendo virar o dia, porque o dia não
trouxe satisfações, e o outro, que esta vivendo seu melhor momento, segurar
o dia, que guerra não haveria?
É isso que está acontecendo no mundo: todos querendo e ninguém
pensando na mesma forma de querer.
Dentro de uma casa, quando cada um
quer fazer a sua lei, na obrigação de cumprir. Quem ganhará?
Se tornaria uma bagunça. A rosa pedindo chuva,
a margarida emburrada porque com a chuva sua pétalas
se fragilizam.
A raposa querendo ninhos, e as galinhas não pondo para
não perdê-los.
A aranha com fome, esperando pelo grilo que nunca vem, pois
cansado de morrer em teias, encarou mais cedo a morte.
O leão sem carne,  pois os preservadores dos animais, o colocaram onde
não ha o que comer.
Os navios cansados de enfrentar o mar se recolheram, o Mar enfadado com sujeiras
que nele jogam, não quer mais ser mar.
Veja que situação o mundo enfrenta, veja quanto mal ha em  pensar separado.
Muitas cordas esticadas, muitas mãos puxando na mesma direção. E tudo
indo, como se diferente fossem, sem ordem nem progresso, só sussurros
na solidão, e sofrimentos nas esquinas, e mortes vãs, e felicidade a deriva.


Herta Fischer   (Hertinha)









quinta-feira, 20 de abril de 2017

Espaço encantado (asas tenho)

Olhei para o céu, para as coisas,
poucas coisas, quase nada ante a 
percepção do olhar.
Uma frágil plantinha aqui,
outra ali, sentida de não poder
se alastrar sobre um chão de concreto.
Casinha humilde, cheias
de gente, entre mansões
suntuosas sem ninguém.
Carros que passam acelerados, com
medo da fuga do tempo, quase imperceptível ante
o costume de vê-los.
Se parecem com gente, mas, não são, só
motores barulhentos dentro de uma
caixa vazia. Dentro mora, talvez,
uma satisfação repentina de liberdade, mas
é tudo ilusão.
Por isso criei asas e me pus a voar.
Já estou voando á algum tempo, entre uma
realidade de sonhos que me levam, onde
eu quero estar.
Me desvencilhei dos sonhos
que se assemelham a nada, passei a construir
em mim, alguma coisa irreal aos olhos humanos.
Não conto para ninguém, apenas tento viver
neste mundo, no meio dele, mas, sem dele
fazer parte.
Estou a quilometro de distancia, Lá em cima, onde
os anjos moram. falo com eles quando preciso,
E constantemente eles também falam comigo.
Bato minhas asas sem cessar, e ouço a brisa
do tempo  me afagando, sentindo, mais que falando.
Em silencio olho para as nuvens que quase me tocam,
e abaixo, vejo homens se matando.
Já me disseram em algum momento, que sou
triste por que falo de despedida.
É dolorido pensar que se vai, quando nos prendemos
ao terreno. Mas, quando voamos mais alto, tudo
fica tão pequenininho, mais parecendo ilusão do
que outra coisa mais elevada.
Aquele que se conforma em se levantar, deitar
e dormir, vê a vida passando, e só.
batalha pelo pão e se satisfaz com migalhas:
 roupas novas, bons moveis, um carro, talvez!
Como se disso dependesse a vida.
Eu tenho, também já trabalhei, mas é como
se de nada precisasse. Só deste sonho de voar.
Não um voo aleatório, sonhado materialmente,
meu sonho é mais real, não tem nada a ver com o voo
das gaivotas, nem com o voo dos flamingos,
que tem  como objetivo, apenas comer.
É um voar por dentro, la na penumbra que de todos
se esconde. Onde não há desejos, nem abstinência, nem
hipocrisia qualquer.
Ha um céu aqui dentro, um céu também azul, que me encanta
e fascina. Com nuvens aceleradas, que passam constantemente,
ha chuva e ha sol, ha controversas, concavo e convexo.
Há algo mais valioso que tudo que já conheci. um céu
para voar, um infinito indomável, com possibilidades mil.
Ha aqui dentro um amor sem igual, que os homens ainda não encontraram.
Sabe, aquela felicidade sonhada, que dificilmente se concretiza,
quem vem com a rapidez de um raio, e como um raio se vai?
Então, essa felicidade mora neste céu, como um pergaminho
que oculta preciosos dizeres, estampados por todos os lados.
E, eu voando, na macies do espaço, sem nenhum obstáculo,
dentro de uma certeza:  a de que tudo é razão.
E vou voando, voando e voando. só de  vez em quando paro um pouco,
desço das minhas asas, cumpro com meus compromissos,
e volto a voar, completamente descompromissada com o
que aqui se faz...

Herta Fischer (Hertinha)