Quem disse que numa cidade grande os homens estão mais próximos.
Numa cidade, seja ela pequena ou grande não existem proximidades, e sim, competições apenas.
Nem entre os pássaros existem alguma alegria, o seu canto é trite, cantam por tédio.
Sem plantas não há sementinhas, sem sementinhas não há o que comer, então dependem dos restos da comida dos homens.
E os homens , por sua vez, descartam as sobras, mas com as sobras que os pássaros comem, vem muito lixo, e esse lixo vai parar na boca de lobo, e os lobos saturados vomitam, e esses vômitos trazem com eles vários tipos de doenças que escorrem pelas ruas contaminando os homens, seus pássaros e todos os seus animais.
E as pessoas andam com medo, medo do transito, medo dos preços, medo dos animais, dos racionais e dos irracionais, medo de tudo. E então se fecham, cada um dentro das suas casas e muitas vezes, dentro de si mesmas, e já não há muitas vozes a não ser de lamentos e tristezas.
Toda essa luxuria das grandes e pequenas cidades só trazem mais misérias, mais desgostos, mais dividas, mais mosquitos, menos sono, e por sua vez, mais doenças.
Grandes torres imponentes, mandando as mensagens inúteis dos homens que não sabem nem o que fazer com a própria vida, mas com um aparelho na mão sentem-se mais importantes, mesmo que seja só para o transportar, ou apenas por se fazer ouvir: -Olha eu estou aqui?
Não existe beleza, não tem mais espaços para grandes árvores, nem para pequenas, nem pra homens, o mundo está superlotado, e esta superlotação deixa os homens meios doidos, na correria das ruas, na correria pelo dinheiro, na correria do mundo.
Então nas rodovias se constroem os pedágios, pois onde há gente, escorre dinheiro e não tem lugar melhor para os coletar, onde ha muita passagem de gente, e o povo sem mais dinheiro ficam sem opções.
Então procuram os shoppings , que também superlotam, pois, as lojas e os departamentos colocam muitos atrativos, enlaçando os já enlaçados, e o que era para ser um dia de descanso e de lazer, transformam-se em mais dividas, e consequentemente mais motivos para se correr.
Então se multiplicam as doenças, e o povo precisa de hospitais, mas os hospitais já em decadência já não suporta a demanda, e os corredores são as provas de que o mundo e suas doidices já não estão mais se suportando, pois o dinheiro vai e o povo fica a mercê de sua própria sorte.
Os homens de bem encurralados e os homens maus em desvarios se socorrem entre si.
E o que tem vive mais, e o que não tem espera em Deus, e o socorro que espera, tarda tanto que a única forma de existir é a esperança, a única amiga nas horas das angustias.
E o circo pega fogo, e a fumaça só sufoca, e o refrigério não vem, e os homens morrem em sua s ilusões....
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Amo poesias
Eu amo poesias!..
No manso regato de meus sonhos, a vida se inicia,
sobre as mãos poderosas do criador, minha alma descansa.
Sou uma sombra em redor de todas as sombras, que
se complementam.
Quantos nem se olham..
nem se percebem, pela força do mal do mundo.
Mas, no bem que a todos consola há uma breve esperança,
nos olhos do amor que tudo se renova
de tempos em tempos novos amigos vão chegando....
Autora: Herta Fischer direitos reservados
No manso regato de meus sonhos, a vida se inicia,
sobre as mãos poderosas do criador, minha alma descansa.
Sou uma sombra em redor de todas as sombras, que
se complementam.
Quantos nem se olham..
nem se percebem, pela força do mal do mundo.
Mas, no bem que a todos consola há uma breve esperança,
nos olhos do amor que tudo se renova
de tempos em tempos novos amigos vão chegando....
Autora: Herta Fischer direitos reservados
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
cansaço
Estou cansada de falar com as paredes, para fazê-las sorrir,
ou do sorriso do mocinho da televisão, que arranca meu sorriso como se falasse comigo.
Um está com dores de cabeça, se tranca no quarto, outro está apressado demais para ouvir.
Esse silencio me mata.
Se não fosse a música para me alegrar um pouco, nem sei o que seria de mim,
mas até a música, as vezes parece estar contra.
Tudo bem, eu sei que a modernidade afastou as pessoas, não são só as violências do mundo que nos afasta, e sim, a desvalorização da pessoa em si.
cada um vive a sua maneira, cada um por si.
Eu espero ansiosamente pelo encontro que nunca acontece.
Vivemos mais, mas, vivemos enclausurados.
O tempo se arrasta á nossa frente e pouco aproveitamos, pois estamos sempre com pressa.
de chegar não sei aonde.
Podemos marcar um encontro, talvez na eternidade! Mas, a eternidade está tão longe, que tenho medo de morrer de tristeza antes que chegue este dia!
Herta Fischer
ou do sorriso do mocinho da televisão, que arranca meu sorriso como se falasse comigo.
Um está com dores de cabeça, se tranca no quarto, outro está apressado demais para ouvir.
Esse silencio me mata.
Se não fosse a música para me alegrar um pouco, nem sei o que seria de mim,
mas até a música, as vezes parece estar contra.
Tudo bem, eu sei que a modernidade afastou as pessoas, não são só as violências do mundo que nos afasta, e sim, a desvalorização da pessoa em si.
cada um vive a sua maneira, cada um por si.
Eu espero ansiosamente pelo encontro que nunca acontece.
Vivemos mais, mas, vivemos enclausurados.
O tempo se arrasta á nossa frente e pouco aproveitamos, pois estamos sempre com pressa.
de chegar não sei aonde.
Podemos marcar um encontro, talvez na eternidade! Mas, a eternidade está tão longe, que tenho medo de morrer de tristeza antes que chegue este dia!
Herta Fischer
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Meu samba
Perfeito é o meu dia,
com a colher e garfo, faço folia..
E dançando na cozinha,
faço música, letra minha.
O som da máquina de lavar,
é que faz a melodia,
dispensando a agonia,
de ouvir a mesma música,
com a mesma sinfonia.
Todo dia, todo dia,
è vassoura, é sabão, é valentia
Autora: Herta Fischer direitos reservados
com a colher e garfo, faço folia..
E dançando na cozinha,
faço música, letra minha.
O som da máquina de lavar,
é que faz a melodia,
dispensando a agonia,
de ouvir a mesma música,
com a mesma sinfonia.
Todo dia, todo dia,
è vassoura, é sabão, é valentia
Autora: Herta Fischer direitos reservados
Anéis
A vida é apenas um ciclo redondo... ela começa,
se enrola e termina exatamente onde começou..
As pessoas que participam dessa jornada são os nossos presentes,
as vezes gostamos, as vezes trocamos, as vezes detestamos, mas,
fazem parte de uma história cheia de vida... que a natureza faz questão de exibir.
Autora: Herta Fischer direitos reservados
se enrola e termina exatamente onde começou..
As pessoas que participam dessa jornada são os nossos presentes,
as vezes gostamos, as vezes trocamos, as vezes detestamos, mas,
fazem parte de uma história cheia de vida... que a natureza faz questão de exibir.
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Fé
Todo dia é dia!
Toda hora é hora!
Faça do seu jeitinho..
Construa o seu alicerce.
Não espere do dia aquilo que depende somente de você!
A lagarta se alimenta e quando chega a sua hora constrói o seu casulo,
tudo ao seu tempo..
e se prepara humildemente para explodir de vida em suas maravilhosas cores!
Autora: Herta Fischer
Toda hora é hora!
Faça do seu jeitinho..
Construa o seu alicerce.
Não espere do dia aquilo que depende somente de você!
A lagarta se alimenta e quando chega a sua hora constrói o seu casulo,
tudo ao seu tempo..
e se prepara humildemente para explodir de vida em suas maravilhosas cores!
Autora: Herta Fischer
domingo, 17 de fevereiro de 2013
"Somos escravos de nós mesmos"
Nunca sei se devo....
Falo, mas tenho dúvidas,
faço. mas tenho dúvidas.
Nunca posso ser eu mesma.
Sou escrava sem Senhor,
a chibata é minha dor..
Mesmo havendo uma lei
que nos promete liberdade
somos escravos do querer
de uma sociedade.
Tenho vontade de falar
mas, tem coisas que não posso.
tenho vontade de viver
mas, só se seguir as normas.
há quem diga que é normal
policiar-se o tempo todo,
mas, viver é bem melhor,
do que se prender,
no laço que fazemos,
de nós mesmos....
Autora: Herta Fischer direitos autorais reservados
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Falo, mas tenho dúvidas,
faço. mas tenho dúvidas.
Nunca posso ser eu mesma.
Sou escrava sem Senhor,
a chibata é minha dor..
Mesmo havendo uma lei
que nos promete liberdade
somos escravos do querer
de uma sociedade.
Tenho vontade de falar
mas, tem coisas que não posso.
tenho vontade de viver
mas, só se seguir as normas.
há quem diga que é normal
policiar-se o tempo todo,
mas, viver é bem melhor,
do que se prender,
no laço que fazemos,
de nós mesmos....
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