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Restos do resto

Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Gente é gente

Tem gente de todo tipo, aqueles arrumadinhos, que não saem de casa sem que estejam impecáveis.        Aqueles que não se importam com a aparência, ou  pensam que não.
Os introvertidos que ficam só curtindo o silêncio. Os extrovertidos que por qualquer motivo, fazem uma festa.
Os deprimidos e deprimentes, ouvem músicas lentas e cheias de nostalgia.
Os alegres, tiram da tristeza, um motivo pra sorrir, e estão sempre cantando.
Os de espírito nobre, que estão sempre dispostos a ajudar, mesmo sem força esbanjam cumplicidade por todos os poros.
Os desdenhados, que nunca levam nada  a sério, ninguém e nem eles mesmos, tudo é motivo de zombaria.
Os mansos de coração, que mesmo em meio a tempestades ainda acham motivo de louvor.
Os de orgulho ferido, que quando perdem alguém, acham que a vida se acabou, e ficam dizendo da boca pra fora que não estão nem ai, mesmo estando com o coração sangrando.
Os desencantados da vida, que vivem se escondendo de si mesmo por medo do sofrimento.
Os felizes, que sempre acham algum motivo pra sorrir.
Os tristes, que mesmo em meio a tanta beleza ainda esperam algum milagre que os tirem desse estado de espírito.
Os destemidos, que confiam sempre e não desanimam diante das adversidades, enfrentam toda afronta e toda dificuldades sem desanimar.
Os amorosos que vivem para fazer outros felizes.
Os invejosos que não pode ver ninguém feliz.
Os inconstantes que nunca sabem que rumo tomar.
Os crédulos que não se importam com seus próprios rumos, pois acreditam que a vida os levará e indicará qual o caminho que devem seguir.
Os incrédulos que não acreditam em nada, nem em suas próprias existências.
Os ciumentos que não acreditam nem neles mesmos, por isso estão sempre desconfiando.
Os pacatos e tímidos que preferem que outros não os vejam.
Os que se acham, estão sempre na contra mão para que outros o vejam de frente.
Os acomodados que cruzam os braços mesmo que tenha uma infinidade de coisas para fazer.
Os incomodados que reclamam até de seus próprios roncos.
Os indefesos que estão nas mãos de outros.
Enfim, existem diversidades de pessoas no mundo, cada um leva sua marca, sua defesa, sua maneira de sentir e ver o mundo.
Em qual delas você se identifica?
Todos diferentes, mas com um propósito comum, lutar pela vida e sobrevivência!


Autora: Herta Fischer                                                   direitos  reservados

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ciúmes

O ser humano tem o ego muito desenvolvido, por isso, quer sempre  ser o centro das atenções. Não suporta ser contrariado, tudo o que supostamente contraria sua maneira de ser deixa-o irado e confuso!
Em um relacionamento, a liberdade é essencial, um amor não pode sobreviver na escravidão. mesmo por que a maneira de ser de cada um é diferente, ninguém pensa com a cabeça do outro.
Já dizia o Raul Seixas: O amor só sobrevive em liberdade, o ciúme é só vaidades!
É vaidade pensar que o outro está sempre querendo sacanear, quando na verdade o outro só está querendo viver.
Ninguém tem obrigação de amar ninguém, o amor é livre e como tal só sobrevive quando estão em sintonia.
Quantos relacionamentos são interrompidos precocemente por que o outro não suporta a ideia de simplesmente a outra parte ter amigos, ou conversar com outras pessoas do sexo oposto.
Que bobagem, de tanto medo de perder, acaba perdendo, de tanto medo de ser infeliz, promove a sua própria infelicidade e consequentemente causa a infelicidade da outra pessoa.
Onde está escrito que casamento, ou namoro interrompe a vida. A vida segue seu curso naturalmente, e os relacionamentos de amizades tende a continuar, não é por ser casado(a) que a pessoa precisa deixar seu círculos de amizades morrer, o que muda é a forma de se relacionar,  no que diz respeito ao não ser mais só, tudo será feito a dois, mais também nada impede que a outra pessoa possa de vez em quando sair sozinha.
Isso é até saudável num relacionamento desde que a outra parte concorde, pois se ficarmos alheios a tudo viramos vegetais.
Nascemos sozinhos e sozinhos vamos morrer, tudo o que se faz debaixo do céu é pura vaidade, mas vaidade de vaidade é querer ter do seu lado uma estátua ambulante, sem vida e sem alegrias!
Se amamos, queremos ver a outra parte feliz, do contrário seria amor por si mesmo, sem a intensão do bem estar de ambos, porque se um está infeliz o outro automaticamente fica infeliz também.
O casamento e o namoro deveriam ser assim, dois trilhos caminhando lado a lado formando juntos uma longa estrada. E vivendo da certeza de nunca se distanciar!
Eu posso garantir que se deixarmos nosso ego de lado, os relacionamentos seriam mais saudáveis e não haveriam tantos namoros e lares destruídos por falta de entendimento.
A sinceridade de ambas as partes também seriam necessárias, pois a falta de confiança é  outra célula cancericida num relacionamento a dois. Como diz o velho ditado, "quando um não quer dois não brigam", quando dois não querem, não se separam.
É sempre bom conversarem, o diálogo é um item muito importante no relacionamento, e é bom deixarem muito bem claro entre os dois que se acaso  um não estiver satisfeito ao lado do outro, o outro ficara a par, pois a conduta leviana de um pode por em risco a saúde psicológica do outro, e vice e versa!
A separação só será necessária quando um deixar de corresponder a expectativa do outro e partir para a traição, mas ai vai um conselho não para a parte traída, mas para a que trai, você estará traindo a si mesmo, por que quando se casaram tornaram-se um só corpo, e deverão cuidar um do outro assim como cuidam de seus próprios corpos, e sejam sempre fiéis ao propósito que os uniu e sejam sempre felizes!

Autora : Herta Fischer                                     Direitos reservados













quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Viciada em alegria

Eu sempre fui uma garotinha esperta e curiosa, andava pelos campos do sitio em que nasci, era muito pobre, porém isso nunca me afetou.
O que eu queria estava ao meu alcance, mesmo sem ter dinheiro, pois amizades e amor não se acham pra comprar, nem se trocam por dinheiro.
E isso eu tinha de monte, nos olhos do meu cavalo, no carinho do meu cachorro, no calor do seio da minha família, no meu fogão a lenha, quando as brasas estalavam como se sorrissem pra mim.
Era tão feliz em minha pequena morada, mesmo dormindo  quatro pessoas numa mesma cama, sem televisão, sem geladeira, sem luz elétrica, sem água encanada.
Meu céu tinha uma luz especial, meu sol era de uma doçura sem igual, o vento era todo especial e as estrelas... ah! as estrelas... bonitas como aquelas, só mesmo no paraíso!
Todo dia era novidade, toda tarde convidativa, toda noite uma mensagem.
Era correr pelos campos sem medo de nada, pisar nas folhas da mata só pra ouvir o seu cantar, embalar em sonhos no ouvir o som do próprio sorriso enquanto abraçava uma árvore, que tão meigamente deixava-se abraçar.
Tomava banho no rio , enquanto as cigarras cantavam pressentindo aquele prazer que meu corpo sentia no toque gelado das águas, como uma suave caricia, a felicidade sentada do lado, me fazendo companhia.
Depois dizem que pra ser feliz é preciso ter dinheiro...O maior prazer da vida a natureza lhe dá de graça! Subia nas copas das árvores como se fosse um macaquinho, em um galho qualquer, sentava bem devagarinho e assoviava uma musiquinha aprendida com os passarinhos, era tão doce e tão sincera que eles acompanhavam a melodia de longe, cada um sentados em seu próprio galho.
Se as pessoas conhecessem e soubessem admirar uma linda  paisagem, conheceriam o verdadeiro significado de luxo. Por que minha terra tinha uma vestimenta luxuosa, mais linda que todos os vestidos do mundo.
A felicidade morava ao lado, era só balançar  os dedinhos para ela vir correndo, enchendo meu mundo de graça.
Todos os dias eram risonhos, todas as horas companheiras, todas as tardes mágicas e todas as noites brilhantes.
Não precisávamos de muito para viver, por que o pouco já era suficiente, e o que tínhamos era muito pra se viver, os sonhos começavam e se concretizavam ali.
Até que um dia toda essa magia se dissipou como fumaça, por que o tempo passou e meus olhos de menina já não vê mais como via antes, não sente mais como coração de criança, não sabe mais como é o gosto dessa felicidade tão simples.
Vivo agora na cidade, e os vestidos coloridos deram lugar ao pano cinzento, o sorriso fácil já não tem mais melodia, e os animais já não me reconhecem mais, as estrelas perderam seu brilho diante da luz artificial, tudo o que restou é essa  imensa saudade do tempo de infância que não volta nunca mais. E daquela menina que eu deixei para trás!

Autora: Herta Fischer      direitos reservados

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Achados e perdidos

Uma infância solitária, uma família sem direção, numa casa sem amor.
Vivida na despedida da alegria e do bem querer...pouco recebi e pouco dei.
Se tentaram dar um pouco eu rasguei, se tentei ser diferente eu não sei, porém fiquei sem opção, o aprendizado não me alcançou.
O vinho virou água, a lata enferrujou, eu pedi, o mundo me negou.
Esperei que me enxergassem, fiz de tudo pra ser o melhor, mas só surras eu levei e a paz não foi razão, neste mundo que criei!
Entrei no submundo ainda em tenra idade, e só sujeira eu encontrei, pensei que assim seria ouvido ou pelo menos a minha figura ficasse evidente, um pouco de brilho não faz mal a ninguém.
No entanto, fiquei iludido com a vida de rei que não tinha com meus pais, cada um na sua foi sempre assim, agora pelo menos eu poderia conversar sobre alguma coisa, não estava excluído, eu me tornara alguém. Ou pelo menos eu pensava assim, mas acho que me enganei.
Comi do pão que o diabo amassou quando nesse sistema eu entrei, as drogas se tornaram um vicio e eu mais sozinho me encontrei. A sarjeta era minha amiga e o lixo minha comida, minha cama  o desdém!
Quando não havia mais jeito, já no fundo do buraco minha família fui buscar, mas novamente só desprezo deles eu ganhei.
Até que certo dia, andando na praça com medo da policia, um homem me encontrou, me peguntou sobre minha família e a verdade eu contei.
Ele então me levou pra sua casa e um banho eu tomei, comi as coisas gostosas que ele então me ofereceu, e me ofereceu sua amizade , de prontidão eu aceitei. 
Com muita paciência ele então me convenceu de que viver nas ruas eu poderia morrer, aceitei a sua ajuda e me tornei  um rei de verdade.
Larguei das drogas e comecei a estudar, com aquela família nova eu encontrei um lar e nunca mais precisei roubar pra se alimentar. Hoje já tenho minha família e um lar honrado eu já formei, para ter algum conforto, muito, muito eu trabalhei, e aquele pai de verdade eu tenho muito que agradecer, que me acolheu no momento em que mais precisei. Eu estava perdido e fui achado por alguém que não procurava por mim e me deu mais do que qualquer um poderia me dar...naquele dia eu aprendi o que é amar!

Autora: Herta Fischer