A vida me exibia como parte dela, sem me notar, e lá estava eu. Não havia escolha, o sentido me guiava. Como uma frase bem escrita em um conto inteiro, eu lia, mas não entendia. Desejava o céu, mas era terra. Um ser dentro de um universo que nem sabia existir. Movimentos de figuras, pessoas! E o que mais eram esses componentes? Defender-se sem culpa, culpar-se por existir. Às cegas, ir e vir, caminhar desconexo. Saber o que sabiam, ensinar-me sem compreender. Que mundo rarefeito e desconexo – nascer em um meio desconhecido e precisar sobreviver. Talvez por isso a vida nos negue o conhecimento ao nascer. Nada se perde, tudo é um amontoado das mesmas coisas. O que não se copia, não se cria, ou se ausenta da superioridade, sem novidade, apenas superficialidade.
Total de visualizações de página
Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
-
Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
-
Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário