A vida me exibia como parte dela, sem me notar, e lá estava eu. Não havia escolha, o sentido me guiava. Como uma frase bem escrita em um conto inteiro, eu lia, mas não entendia. Desejava o céu, mas era terra. Um ser dentro de um universo que nem sabia existir. Movimentos de figuras, pessoas! E o que mais eram esses componentes? Defender-se sem culpa, culpar-se por existir. Às cegas, ir e vir, caminhar desconexo. Saber o que sabiam, ensinar-me sem compreender. Que mundo rarefeito e desconexo – nascer em um meio desconhecido e precisar sobreviver. Talvez por isso a vida nos negue o conhecimento ao nascer. Nada se perde, tudo é um amontoado das mesmas coisas. O que não se copia, não se cria, ou se ausenta da superioridade, sem novidade, apenas superficialidade.
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Foco no objetivo
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