Me encontrei com o mundo das letras quando meu mundo se resumia a nada. Fui duramente maltratada pelas circunstâncias, que não gostavam de silêncio, e eu não sabia falar. Carregava muito dentro de mim, toneladas, e não fazia ideia de onde guardar. Foi então que surgiu aquela sede de escrever, mesmo sem saber como expressar.
Fui aos poucos, transitando e rabiscando em linhas quase intransitáveis, até alcançar um pequeno trecho que me permitiu seguir um pouco mais. Ainda erro e, às vezes, exagero. Mas sigo aberta ao aprendizado, mesmo achando que já é um pouco tarde.
Escrever, para mim, é como sair na chuva em um dia quente. Sinto a magia das letras se formando, um alívio para a quietude repleta de significados. Nunca mais me senti tão só, agora preenchida por histórias, contos e até arrisco “poesiar” um pouco comigo mesma.
Hertinha Fischer.
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