Tinha os amanhãs ao meu dispor,
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 17 de maio de 2024
Fuga dos amanhãs
terça-feira, 14 de maio de 2024
Sabores remotos
Ainda me sento em esperança
sexta-feira, 10 de maio de 2024
Pente fino
Eu nem queria estar aqui, onde o sol nasce
complacente.
Não queria ser rio nem nascente
Se me entristeço, sou demente;
se sorrio, estou contente,
Sem sorrir na dor que é sua,
na dor alheia é que usufrua.
Há de convir que são tão puros,
na lama constroem seus muros
Corpo sarado e alma doente
cabelos alisados
e piolhos no pente.
Hertinha Fischer
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Som de tristeza
Som de minha tristeza
Ecoa por dentropalavras que nem consigo dizer
Não há letras no lamento
Se em lágrimas almejasse
olhos tristes derramastes
Quantas almas carregastes
quanta bondade tu mostrastes.
Hertinha Fischer.
quarta-feira, 8 de maio de 2024
laços internos
Me encontrei com o mundo das letras quando meu mundo se resumia a nada. Fui duramente maltratada pelas circunstâncias, que não gostavam de silêncio, e eu não sabia falar. Carregava muito dentro de mim, toneladas, e não fazia ideia de onde guardar. Foi então que surgiu aquela sede de escrever, mesmo sem saber como expressar.
Fui aos poucos, transitando e rabiscando em linhas quase intransitáveis, até alcançar um pequeno trecho que me permitiu seguir um pouco mais. Ainda erro e, às vezes, exagero. Mas sigo aberta ao aprendizado, mesmo achando que já é um pouco tarde.
Escrever, para mim, é como sair na chuva em um dia quente. Sinto a magia das letras se formando, um alívio para a quietude repleta de significados. Nunca mais me senti tão só, agora preenchida por histórias, contos e até arrisco “poesiar” um pouco comigo mesma.
Hertinha Fischer.
domingo, 5 de maio de 2024
Deleite com café
A janela, onde o sol nasce, sobe as escadas floridas e ali permanece, sentado, até que a porta da poesia se abra, lá pelas bandas das letras. Perfume se espalha, bem-te-quer canta, aquecendo qualquer coração. Ah, nem precisa de conto, os olhos se encantam, repousando suas amarguras. Um deleite acompanhado de café numa xícara de cristal.
ABCD da oração
Bem te vi, bem me quer
Passarinho, passarei
Quem te aprecia, aparecia
Quadro branco, colorido
Escritor de sonhos, sonharei
Eis que vem, esperarei
Ao chegar, abraçarei
Sentimento, calor intenso
Amor imenso chora por dentro
Esquece a hora, composição
Afina os segundos no coração
Aberta a comporta da imaginação
Colore a alma com sua canção
Alegria de consoantes e vogais
Que sorrindo se dão as mãos
Hertinha Fischer
sábado, 4 de maio de 2024
Teia de seda
Escrevem, descrevem prescrevem
Valor ilusório
Hoje sai de mim,
fui dar umas voltas no arsenti a leveza do corpo
a flutuar.
Me neguei diante de mim,
senti que era alguém
dentro do tudo que me cegava
a tristeza riu também
Não havia céu, nem cor azul
nem estrelas, nem cometas
somente suave silhuetas
sombreados no norte e sul
Ar que nem se via,
vias sonhando caminhos,
e sonhos desalinhados
na ânsia dos conquistados
escritos em pergaminhos
Duvido de que existo,
Almas não tem olhos,
imaginam corpo,
assim como as estrelas
estão apagadas,
com a luz alheia
é que podemos vê-las.
Seria tudo ilusão de ótica,
tão perfeito como dia claro?
Se da terra fomos
feitos,
somos a perfeição
do barro!
Hertinha Fischer.
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Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
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Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
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Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...