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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Alma em dormência

 Tenho tudo aqui dentro de minha cabeça:

Um lindo lago azul, ladeado de flores coloridas, um cisne branco a brincar de navegar.
Tenho também um pequeno chalé, onde cabem, todas as coisas que preciso.
Tenho em meu terreno, imensas árvores, que jorram alegrias pelas folhas e os doces caminhos que se abrem de dia e a noite, para me, sossegar, ao andar ou dormir.
Tenho amigos imaginários que gostam de contos, Não falam, mas, ouvem, tudo o que declamo no silêncio, apreciam as histórias que invento.
Tenho Deus passando de quando em quando, assim como fazia com Adão. Posso senti-lo, no ar que respiro, e nas vezes em que realizo algum trabalho, ou, ainda quando choro de saudade de alguém. Sinto seu cheiro nas lágrimas.
Tenho também, a rodear-me, o aconchego das horas que passam, livremente, assim como pássaros a voar sobre a magia da sobrevivência.
Não tenho nada para mostrar, á não ser, coisas, que, em algum momento, se jogam fora.
Tenho a certeza de que vou, até onde?
Minha decadência corporal é irrelevante, pois, almejo, lugar onde o corpo é inútil. Aqui ainda preciso alcançar coisas com as mãos, andar com os pés e procurar com os olhos. Para onde vou, atravesso tempo e espaço. E me alegro por dentro, onde sou semente.
Hertinha Fischer.

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