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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 23 de dezembro de 2023

Ritmos do olhar

 Poesia também cabe dentro da desesperança.

Desde a chegada,  já estive de malas prontas para voltar.

Voltar sem ter ido, sonhos

A primazia fez parte, fui o primeiro em tudo,

até perceber que não era o único bobo da corte.

Fiz rir, rir de mim, as vezes, pelas costas.

Piada pronta.

Hoje me envergonho um pouco, por ter me deixado levar.

E os rios corriam em mim, entre pedras lavadas

Ouvia-se por dentro, cordas arrebentadas, sons de pingos no telhado.

Não houve tempo, córregos se abriam.

Um medo de seguir me impulsionava, o ir era o obstáculo.

Cheguei onde muitos chegaram. ou cheguei onde muitos desistiram

Falhei na revoada, bati com as asas no ar, e me refiz, quando alcancei o chão.

O limite  me eliminou.

Como uma arca perdida entre areias, ventania seria salvação,

Voltei-me com idade mais avançada

e descobri a felicidade, dentro de uma bacia de mel

Me dei ao clima, ao ânimo das estações me refiz. Aqui e agora me reconheci!

Hertinha Fischer.



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