Meus medos me moldaram a ponto
de caber em carretel.
Pequena esperteza,
que de perto nem é flecha,
apenas rabiscos de quem
não sabe escrever.
Fui mansa, quase nua,
nessa fase quase lua.
Chinelinhos de cordão,
de tanto andar, viraram sertão.
Ali se escondia no dia que nem era dia,
só imaginação de uma pobre noite
enluarada que se rendia.
Tudo às pressas, peso e medida,
que cabe numa mão:
só palha seca e bastão,
infinito na ilusão.
Cabe aqui uma senhorinha,
olhar raso de emoção,
folha de louro atrás da orelha,
perfume de manjericão.
Hertinha Fischer
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