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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Engolindo o amanhã

 Humanos entre migalhas

espirito impuro que se espalha
come de tudo e nunca se farta
fome de fé e sua falha.

Sublime é o céu em entardecer
miúdo se passa sem perceber
o escuro andando e tropeçando
na falha do sol entorpecer

A destra descansa em súplica e bonança
na esquerda da vida nunca esperança
o veio que se abre nunca é ouro
é corpo moído em seu matadouro

Lá onde se vê alguma leveza
é só alegria sem aurora e sua presa
nada se encontra nem se vigora
é só o segredo na sutileza

Bem largo é o hoje na substância
que se vive na pressa logrado na ânsia
o amanhã é fugitivo e encantado
vive cercado de inconstância

Se a rede te pega só resta lamento
o tempo te leva em seu firmamento
a grande vantagem também é perigo
a terra te engole quando termina seu tempo.

Hertinha Fischer

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