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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Fluxo da existência

 Enquanto o corpo descansa, meu pensamento voa.

Volto para a margem da saudade, á saudar quem ficou por lá.
Embora escondida em pó, estão sempre contornadas de amor.
Uma delicadeza a sorrir distância, pergaminhos do coração.
Nada muda: a mesma criancice a desvendar segredos. O mesmo caminho a sorrir flores, o mesmo perfume a amar o ar.
A mesma mulher de cabelos fartos e negros - A mesma forma de cuidar, o mesmo companheiro a acompanhar.
Não se precisa de pinça, de colher, de pincel nem de cinzel. Nada encoberto está, abaixo do tempo. Tudo as claras aqui dentro.
A caixinha cheia de curvas e massa, onde sangue circula nas vias, mareadas de densas paisagens e rostos que nunca serão esquecidas. Num eterno relampejar de lembranças.
O fluxo da minha existência, como se antes já me sondasse, o abraço singelo dos glóbulos, a união apaixonada das células, o despejo do puro amor.
Onde estive, com quem? Nenhuma lembrança!
Só depois da caixinha pronta, os guardados se multiplicaram, e se abrem quando a saudade os chama.
Hertinha Fischer.

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