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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 21 de janeiro de 2023

Virotes de vidro

 Quando tudo era pedregulho,

dedos machucados, sola comendo bagulho,

língua grudada no céu da boca

ouvido sentindo barulho

Vai onça com suas garras

monta no lombo do alce que passa

vivendo em transe as suas farras

dentes visíveis e ameaça

Clarão entre galhos, sono mortífero

lua que finda seu artifício

frio intenso nos polos rodeio

calor intenso no vale do meio

Clama a vida dentro da cova

na vida que chama a sua nova

viver a margem não danifica

nas pedras da orla se mortifica

Arcos e flechas no seu harém

aljava de couro que á sustém

Se fica em seu coldre,  é pura a sorte

Se sai no disparo, é certa a morte

O vento se esconde atrás da montanha,

quieta a viagem, não parece estranha

Se for acordado por nuvem sinistra

Só choro e lamento ele ministra.

Charada é flerte com mente sutil

Se acha que sabe, me passa o refil

Hertinha Fischer







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