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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Asas equipadas

Me disseram o quanto a vida era enganosa,
na soberba, plantei, urtigas, ao invés de rosa.
Me disseram tanta coisa, e das coisas me esqueci,
até me enterrar nas coisas, que eu mesma construí.
Esquecer é coisa de memória,
que larga o que não tem valor,
se agarra mais na dor do que no amor.
E de lamento em lamento, esquece o bom sentimento,
deveras esquecer o antes, para aproveitar bem o momento.
Momento seguinte é ilusão de percurso, como
água a subir ao céu.
 É como curtir os favos e derramar todo mel.
A vida vigente é esperta, mas não constitui
um laço, vai ampla e sem regimento
até que surja cansaço, Não é corda que se estica,
nem nó de passarinheiro, para alguns, passa lentamente, para
outros, passa ligeiro.
Embora, a divindade, possa ser de boa esperança, 
se não houver bons princípios, de nada vale a bonança.
O peso correto  e medida certa, só se completa em boa
balança.
Que no derradeiro dia, quando não se pode  fartar. ainda
reste coragem, para não precisar se queixar.
Hertinha Fischer. 




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