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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 25 de março de 2021

O outro lado do sonho

Desperta estou, ainda que pareça que não dormi.

Quantas águas já se beberam e quanta sede ainda haverá?

Mundo que se deseja, mundo que nada é.

Ainda bem que não nos lembramos de olhar adiante,

O adiante que é viajante, numa estrada anuviada, onde a colina

esconde o fim.

De fato, nada sabemos, só o que realmente queremos,

Um querer que nada tem, cercados de novos empenhos,

que acaba por ser o quê?

Nuvens sem água, árvores sem frutos, pernas sem pé.

O que será depois que partimos?

O que haverá por trás das cortinas que encobrem

o verdadeiro palco?

Será mesmo, essa a derradeira fonte, ou haverá

um manancial escondido entre nossos devaneios?

Os gravetos da impotência encobrem a nascente verdade.

Ocorre que, somente alguns, descobrem por meios próprios,

que a verdadeira consciência, da vida, ainda está em

construção, do outro lado da ilusão!

Hertinha Fischer





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