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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 25 de março de 2021

A validade da vida

 Estou aprendendo, ainda, depois de sessenta anos de passos.

Leio minha história, através dos anos, a mesma de tantas outras.

Falo muito em renuncia, porque o lema da vida é essa.

Renunciar a criancice, a inocência irracional, para encarar

a verdadeira face do raciocinar.

Até que, em algum momento, a renuncia é que nos alcança.

E vamos perdendo, cada vez mais, a capacidade de frear as emoções.

Ser criança é a proximidade com a aceitação, das coisas, como elas são.

Depois que crescemos, vamos entendendo o feio dos mal feitos dos outros,

e acabamos nos enfeitando das mesmas fitas.

Olhando mais para as deficiências do que para as eficiências.

Prefiro encarar a realidade, do que cruzar a linha da lucidez em busca de algo

que que não existe, só para satisfazer-me na mentira.

Porque a mentira nos torna fracos, impossibilitado de reconhecer a potência que a verdade 

nos favorece.

Embora, muitas vezes, a verdade, pode significar dor. Mas, não agride tanto, quanto a mentira.

Se tenho, na memória, um caminho já definido e conhecido, difícil seria me perder. Mas, se, construo, dentro de mim, um caminho desejado, não visto, nem conhecido, apenas sonhado as avessas, nunca chegarei a lugar nenhum.

Já sabia, de antemão, que, de alguma forma, vivo e luto pela sobrevivência, como qualquer animal irracional, mesmo, na racionalidade, a forma é a mesma. A única diferença, é que posso escolher o melhor caminho, as melhores condições e até o melhor momento, embora, também não possa esperar que tudo se realize conforme planejei.

E em algum ponto da historia, sem que perceba, os afins encontrará com seu fim, e....tudo terá seu certificado de validade.

Hertinha Fischer










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