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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 24 de novembro de 2018

Seol

Olho as coisas ao meu redor e ouço cantos lá fora.
Aqui dentro esperança, lá fora, confronto.
Vejo também tantas inutilidades que nos faz corredores vorazes, atrás de alguma coisa que nos complete.
Enquanto a vida morre em segundos passados, o presente sem presente e o futuro incerto a se desejar.
Nossos olhos incompreensíveis de verdade, a ocultar-se
na saliência de pedra, Nosso coração pesado de ignorância ainda requer presença, sem ver a própria presença dentro
de tudo.
E o ter o desejado já não satisfaz se não vier com fartura
de nós. Ouvido não ouve e boca não fala a não
ser para cultivar as setas de elogios apontada
e direcionada ao eu.
Não aceitamos que somos vento e chuva fraca. nem leva nem molha, apenas raios apressados a derramar seus tentáculos em vão.
Construímos ao redor de nós mesmos pilares de sustentação, sem entender que a terra pode derrubá-la em segundos. Somos quem somos e nem somos, a deriva vagamos nos limites, sem saber ao certo em que ponto podemos chegar.
O invisível e a força propulsora destrói a visibilidade mundana,
á toca e a faz gemer em si, sem dar a chance de reconhecer
seu caminho.
Como nuvens que esconde o caminho da luz, assim também a vida se esconde onde não podemos ver nem ouvir, e depositamos nossa confiança no que não é. Porque o que é nem somos!
( “Os teus mortos viverão, os seus corpos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó; porque o teu orvalho é orvalho de luz, e sobre a terra das sombras fá-lo-ás cair.”) Isaias 26:19

Herta Fischer

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