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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Magnitude do poder

Amanheceu e eu
continuei a dormir,
Incrível como a gente dorme acordado, as vezes!
Porque a vida é um sonho.
E eu sonhei que existia, lá nas bandas
do incansável.
Um enorme lençol azul sobre a cabeça,
e um tapete onde meus pés sonhavam.
Sempre admirei esse sonho que não me 
satisfazia. Queria estar muito além.
Meu pai e minha mãe eram reis sentados 
sobre o trono da esperança.
Nós, pequeninos súditos nos movendo
sobre as suas ordens.
O roçado ardendo sobre os pés dos
cavalos, o cúmplice do rei, segurando
firmemente o arado, e o sonho se abrindo
em sulcos, onde a semente gemia
seus infortúnios.
Sobre esse sonho, sonhava o verdejante,
rompendo torrões e ameaças;
A rainha a por os seus ovos, a chocar em
seus sentimentos, na alcova de tantos sonhos,
eclodia a majestosa semente.
Um, dois, três, quatro, cinco e seis, um a um
aparecendo.
O leite sagrado jorrando, bocas famintas crescendo.
O rei zangão á abrir portas, e portas por trás se fechando.
A rainha mãe não se cansava de ensinar sobre seu domínio,
e o rei, satisfeito, comandava a foice, a enxada, até que seus 
súditos crescessem.
Desbravava a mata á seus pés, como um guerreiro voraz,
tornava-se seu próprio dono e capataz.
No olheiro do mundo crescíamos, numa montanha de sonhos 
subíamos.
O rei nos preparava para tomar o seu lugar. a rainha nos sustentava
para aquele lagar.
Ontem, o castelo era eles, agora, o castelo somos nós.
E sobre o mesmo olheiro, sonhamos nosso
próprio sonho e reis e rainhas nos tornamos.
Herta Fischer









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