E ainda hoje ajo como uma criança
a fazer beicinho.
Se tenho você ao meu lado, eu
nem me dou conta, mas, a sua
ausência me fere!
É como se o não ter fosse
mais importante que o ter.
Talvez seja por isso que dormimos
á noite, e perdemos todo
espetáculo que a lua e as estrelas
trazem.
O que não temos e desejamos
não sai da mente, esquecemos facilmente
coisas no armário.
O movimento esta nos desejos irrealizáveis,
mais do que o que temos por perto.
Por isso é tão doce os frutos de temporão,
por serem escassos.
A maior frustração está em se ter tudo e não ter
mais o que desejar, dai começa-se a buscar
outros tipos de prazeres, ensaiando outros
para fazerem parte da peça.
Seria tão bom aproveitar o que temos,
só que não: Se não houver ondas maiores
não pode haver diversão.
Herta Fischer
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Eco do fim
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
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