O espaço é pequeno, quase não me caibo.
Solitária raiz que me enche e preenche, sem nunca ver a luz,
como uma pequena rainha que espera e se desespera por não conseguir
ser comum.
Dizem, ou costuma-se dizer, que temos a sabedoria em nossas mãos,
que podemos escolher e recolher o que plantamos. Mas,
tão certo como a chuva que vem em seu tempo,
o acaso é que nos faz.
Se acordo pela manhã com alegria, pode ser que a tarde me deixe triste, por
saber-se pequena. Com o avançar das horas, ela, (a tarde) morre nos braços da noite que também precisa entrar nos planos da sabedoria que homens desconhecem.
Não temos o poder de escolha, somos o que a vida fez ou faz de nós. pois, se realmente fossemos responsáveis por aquilo que nos acontece, nenhuma situação ruim nos alcançaria.
Tantas pretensões é que nos faz raças briguentas, cheias de incompreensões, infelizes recalcados.
Criamos o hábito de conservar o que é nosso, ou, o que acreditamos ser nosso,
sem nos preocuparmos com o sentimento alheio, pois o que nos aflige são exatamente as nossas perdas, "pimenta nos olhos dos ouros não arde".
Porém, assim como as árvores plantadas ou nascidas ao acaso, sobrevivem também ao acaso do tempo, á vontade de Deus, assim também o homem não precisa se preocupar, á seu tempo, pouco ou muito, a vida o leva e o acaso conta-lhe os dias...
Herta Fischer.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
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