Hoje falarei e não me calarei nem
diante de mim.
Estou prestes a ser o que já fui,
apenas um punhado de pó.
Haverá sim, um lugar e dia específico,
quando por mim, ainda se levantarão
a querer fazer-me visitas.
E não mais estarei para fazer-lhes um café.
Acenderão, então, algumas velas,
que se queimarão sozinhas, enquanto
voltas para casa com a sensação
de que nada fez, mas, fingirá
satisfação por aquilo
que deixou de fazer, quando ainda
tinha alguma consciência em relação
ao que via, sentia e ouvia.
Já não importa mais, nem o seu louvor,
nem a sua lembrança, nada mais significa
para mim.
Tão pouco aqueles momentos em que na
solidão lembra-se do meu nome, e entre
lágrimas, sente saudades.
Estive a confiar em tua presença,
e só me fustigastes com tua vaidade, agora,
no entanto, falas as paredes.
Não mais te ouço, nem te amo.
Não tenho de ti, nenhuma lembrança, nem
faço caso de teus dias, nem
me verás em teus sonhos. Fui e não volto.
me encontro em uma promessa, que
promete não mais me importar
com o que foi passageiro.
A dor se findou e para ela, não
mais houve lugar, adormeci e
me esqueci até de mim...
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
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