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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Regresso do cardume

Despertei e sai quase que o
silêncio á sussurrar em meu ouvido..
O sol já despontava no horizonte
á exibir um vigoroso sorriso,
entrei numa onda de nostalgia que
me tirou da praia da satisfação
e me levou
para um vale de saudade.
A saudade causa uma sensação
de alivio, as vezes, mas, pode
também fazer faltar o chão.
Não sinto dor, não creio
que isto valha a pena, apenas lembranças
boas e povoadas de histórias flutuam em
minha alma, como
pássaros prontos para se realizar
em seus ninhos.
Antes de tudo é vazio, depois vai tomando forma.
Eu sei bem que não posso voltar no tempo,
nem esperar que a saudade os tragam de volta,
nem falar de meus sentimentos, e do quanto os amava.
Assim me sinto em relação a todos que se foram.
Como uma luz veloz fizeram suas trajetórias, e
se apagaram em algum momento de sonho,
creio não ter sido em vão.
Assim como uma gaivota que alça voo, e não
se importa quando virá o cardume, espera
silenciosamente pairando no ar, até que
seu desejo se forme na sabedoria das águas.
Eu também espero pelo dia da retomada,
quando então, a alva se abrir e o utero
estiver preparado, para novamente
fazer valer o desejo da vida.
Herta Fischer






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