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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Bordões inflamados
Minha cabeça virou antena, minha mente virou lixeira,
meus conselhos que eram santos, hoje já não se ouvem mais,
foram esquadrinhados no papel da ignorância, reciclados da vida,
para as coisas e objetos sem valor.
Mais vale um gole de pinga, que uma palavra de amor,
sorte é o ganho, deus é o dinheiro, amor é o prazer,
beleza a fortaleza, amizade é o rancor.
Estamos vivendo sem rédias, sem nenhuma direção,
bordões inflamados no fogo da corrupção,
ter é melhor que fazer, viver é melhor que ser?
Está tudo do avesso e é difícil de entender.
O homem virou mercadoria, e a vida uma barganha,
os amigos se foram, só ficaram gente estranha.
E eu que era eu, hoje já não me conheço mais,
o fermento levedado, tomou conta da massa,
cresce no desconforto da pureza que ficou pra trás.
Eu quero mudar, mas o mundo não me entende,
eu também não consigo entendê-lo.
Eu almejo coisas boas , ele só oferece coisas más,
dos prazeres o mundo está farto, a carne satisfeita,
mas o espírito está agoniado, e com isso não satisfaz.
Autora: Herta Fischer
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