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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 21 de agosto de 2011

Oportunidade

Não sinto nenhuma inspiração neste momento e não sei por quê. Estou um pouco triste, talvez por sentir saudade da primavera. Este tempo seco me traz lembranças ruins. A vida é uma eterna busca pela felicidade, embora nem sempre saibamos ao certo o que isso significa. Muitas vezes nossa visão é nebulosa e o destino incerto. A névoa se estende por quilômetros e fica cada vez mais difícil encontrar a saída. Tomamos atalhos no escuro, tropeçando nos obstáculos que surgem inesperadamente à nossa frente. Muitos procuram o sentido da vida em coisas que os deixam ainda mais perdidos, e a glória da chegada parece desaparecer diante dos olhos. Não existe ponto de partida nem de chegada; cabe a cada um decifrar seus próprios códigos, criando metas eficientes para entender o propósito que o impulsiona e o guia. O futuro de cada um depende das escolhas que fizer, e nem sempre o caminho mais fácil é o mais seguro. Não confie muito na beleza: um jardim florido pode esconder perigos, enquanto um deserto pode indicar o caminho para a fonte. Fugir da vida por um caminho desconhecido que pareça mais seguro pode ser uma armadilha que leva ao vale da morte. No início, pode parecer prazeroso, mas logo se enche de sofrimentos. O mal às vezes toma a forma do bem apenas para confundir os mais frágeis e despreparados. Sem perceber, muitos caem nessa teia e acabam presos nas artimanhas do inimigo do bem. Quando percebem, já é tarde demais e quase impossível voltar atrás. O melhor é não ceder a esse tipo de curiosidade. Atalhos quase sempre são perigosos, por mais inofensivos que pareçam. Quando sentir vontade de segui-los, pare e pense, dê meia-volta e retome o caminho que leva à verdadeira fonte, que transmite a segurança de um vencedor.
A vaidade e o ego são mestres no submundo das ilusões, dão-nos a sensação de voo e escondem a derrota da queda. Transformam o prazer em dor e insatisfação num piscar de olhos. Viver com segurança é ouvir os conselhos de quem tem mais experiência, ter bom senso, acreditar na responsabilidade e proteger-se dos prazeres momentâneos. É não se deixar levar por promessas falsas, escolher bons amigos, plantar a semente do bem, não abrir espaço para o mal e não ceder aos desejos do coração sem antes consultar a consciência e a razão. É respeitar o espaço do outro, pois dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar, e escrever a própria história com a responsabilidade da sabedoria, a coerência de quem entende, a inocência de uma criança e o poder que só os inteligentes sabem construir.

Autora: Herta fischer      direitos reservados ao autor.



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