Estou falando menos, bom ficar
calado a observar.
Preciso estar assim,
como quem não deve nada, como
quem não tem muito a oferecer.
Assim não caio na tentação
de dar palites, mesmo porque,
de nada precisam, todos sabem bem
o que querem.
Atualmente, todos estão cheios
de si, cheios de razão,
e não ha mais lugar para conselhos.
De que vale querer oferecer um
bom lugar, bem estar, se estão
tão seguros na confusão.
De minha parte, realizo a fotossíntese
para minhas raízes,
Não vou mexer em caldo alheio, mesmo ao
vê-los queimar, pois se mexo, por cuidado,
ainda vou ser sacrificada por estar ali.
hertinha (Herta Fischer)
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
sexta-feira, 30 de junho de 2017
No mesmo barco
Que te importa se eu
me vá,
Se chego sem avisar
que de todo,
não me tem
Que te importa quanto sinto
a distancia e o chorar
quando tudo que
me das
não tem valor para
ninguém
Que me importa seu amor,
que me entregas o
que não tem
é seu todo prazer,
que suga em desdém
Que me importa...
que te importa
estamos no mesmo barco
se eu caio, eu encharco
e se tu cai, se molha
também.
Hertinha (Herta Fischer)
me vá,
Se chego sem avisar
que de todo,
não me tem
Que te importa quanto sinto
a distancia e o chorar
quando tudo que
me das
não tem valor para
ninguém
Que me importa seu amor,
que me entregas o
que não tem
é seu todo prazer,
que suga em desdém
Que me importa...
que te importa
estamos no mesmo barco
se eu caio, eu encharco
e se tu cai, se molha
também.
Hertinha (Herta Fischer)
terça-feira, 27 de junho de 2017
Crença num depois
Ha muito para se olhar
e tão pouco sentimento nos
olhos.
Estamos focados no ganho,
Quando o que realmente
tem valor é grátis.
As vezes um simples calçado
descansando na soleira da porta
pode parecer belo.
Sinal de que tudo que vive
tem propósito, mesmo
que esteja fora da compreensão
momentânea e morto aos nossos
conceitos.
Ha uma fartura em nós, mas o estômago
esta mais propenso que o corpo.
Olho para as linhas de minhas mãos
que mais parecem caminhos pelos
quais já passei.
São tantas marcas em minha pele,
sinais!
E ainda me iludo com
o dia seguinte.
Quando penso ser mais feliz e
repletos de bençãos desejadas, me esqueço
que o caminho
trilhado estão cheios de gloria.
O que ha depois?
Terra, silencio!
Não!
Haverá muito mais ternura
lá adiante, muito mais do
que minha vã filosofia alcança.
Hoje me prego como alfinete
inteligente, galgando o tecido
tempo, falando, talvez, do que
defendo e acho que entendo,
mas, o que não entendo se desenlaça
ante meus olhos e minha mente, que de tão pequena,
deixa sonhos para trás, ao invés de inventar
um depois.
Esperança não é algo que se vê, ou se escuta,
ou que esteja na palma das mãos.
Esperança é virtude de quem acredita
num outro amanhecer que não seja este
pelo qual lutamos todos os dias, que somem
ao cair da noite, quando estamos
inutilmente esquecidos de tudo,
e ainda assim sonhamos, parecendo-nos viver.
O meu futuro são meus créditos, créditos estes
não visto, não sonhados, mais cridos.
Que estão além desta visão que embaça, nada
que esteja tão longe do meu alcance, nada
que eu espere tanto, mais que esperados são
em minhas vagas lembranças,
Algo inexplicável como água
a escorrer sobre as pedras, nenhum motivo,
nenhum embaraço, só uma visão
magnifica do que virá.
Hertinha (Herta Fischer)
e tão pouco sentimento nos
olhos.
Estamos focados no ganho,
Quando o que realmente
tem valor é grátis.
As vezes um simples calçado
descansando na soleira da porta
pode parecer belo.
Sinal de que tudo que vive
tem propósito, mesmo
que esteja fora da compreensão
momentânea e morto aos nossos
conceitos.
Ha uma fartura em nós, mas o estômago
esta mais propenso que o corpo.
Olho para as linhas de minhas mãos
que mais parecem caminhos pelos
quais já passei.
São tantas marcas em minha pele,
sinais!
E ainda me iludo com
o dia seguinte.
Quando penso ser mais feliz e
repletos de bençãos desejadas, me esqueço
que o caminho
trilhado estão cheios de gloria.
O que ha depois?
Terra, silencio!
Não!
Haverá muito mais ternura
lá adiante, muito mais do
que minha vã filosofia alcança.
Hoje me prego como alfinete
inteligente, galgando o tecido
tempo, falando, talvez, do que
defendo e acho que entendo,
mas, o que não entendo se desenlaça
ante meus olhos e minha mente, que de tão pequena,
deixa sonhos para trás, ao invés de inventar
um depois.
Esperança não é algo que se vê, ou se escuta,
ou que esteja na palma das mãos.
Esperança é virtude de quem acredita
num outro amanhecer que não seja este
pelo qual lutamos todos os dias, que somem
ao cair da noite, quando estamos
inutilmente esquecidos de tudo,
e ainda assim sonhamos, parecendo-nos viver.
O meu futuro são meus créditos, créditos estes
não visto, não sonhados, mais cridos.
Que estão além desta visão que embaça, nada
que esteja tão longe do meu alcance, nada
que eu espere tanto, mais que esperados são
em minhas vagas lembranças,
Algo inexplicável como água
a escorrer sobre as pedras, nenhum motivo,
nenhum embaraço, só uma visão
magnifica do que virá.
Hertinha (Herta Fischer)
De 0 a dez.. 1
De repente... Nada!
Não sei o porque, mas
sinto que de nada
vale estar sentada aqui,
com essa mania de letras.
Me parece pura perda de tempo,
seria muito mais divertido
viver em conjunto,
poder estar compartilhando emoções.
Talvez o que faço, só
tenha importância para o
meu ego insistente
que de quando em quando desperta
e precisa se exaltar um pouco,
sentindo uma necessidade imensa
de fazer algum
sentido para alguém,
mesmo que este alguém
esteja tão longe dos meus olhos.
Hertinha (Herta Fischer)
Não sei o porque, mas
sinto que de nada
vale estar sentada aqui,
com essa mania de letras.
Me parece pura perda de tempo,
seria muito mais divertido
viver em conjunto,
poder estar compartilhando emoções.
Talvez o que faço, só
tenha importância para o
meu ego insistente
que de quando em quando desperta
e precisa se exaltar um pouco,
sentindo uma necessidade imensa
de fazer algum
sentido para alguém,
mesmo que este alguém
esteja tão longe dos meus olhos.
Hertinha (Herta Fischer)
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Tudo tem o seu tempo
Hoje mesmo eu estava conversando com meu marido
e lhe dizia: - Pare de reclamar de tudo!
Olha para a tua mesa, não falta o que comer! Olha para a tua casa, só bençãos e paz! Porque ficar remoendo o estado do país, o estado dos outros! A condição alheia nunca poderá afetar aqueles que são movidos de esperança através da fé.
Tudo tem o seu tempo e tudo move segundo a vontade criada em nós, quando trabalhamos com alegria, quando não medimos esforços para alcançar o prazer além do prazer. Faça a sua parte, siga o seu ritmo, creia que o que você deseja aqui nunca o satisfará, a menos que deseje algo maior que tudo isto!
Meu pai lutou, minha mãe também, fizeram cada um a sua parte, viveram e se resolveram. E tudo permanece igual a qualquer tempo, difícil ou não.. Conosco não sera diferente!...
(Plante, colha e coma, esta é a sua porção!)
Herta Fischer.
e lhe dizia: - Pare de reclamar de tudo!
Olha para a tua mesa, não falta o que comer! Olha para a tua casa, só bençãos e paz! Porque ficar remoendo o estado do país, o estado dos outros! A condição alheia nunca poderá afetar aqueles que são movidos de esperança através da fé.
Tudo tem o seu tempo e tudo move segundo a vontade criada em nós, quando trabalhamos com alegria, quando não medimos esforços para alcançar o prazer além do prazer. Faça a sua parte, siga o seu ritmo, creia que o que você deseja aqui nunca o satisfará, a menos que deseje algo maior que tudo isto!
Meu pai lutou, minha mãe também, fizeram cada um a sua parte, viveram e se resolveram. E tudo permanece igual a qualquer tempo, difícil ou não.. Conosco não sera diferente!...
(Plante, colha e coma, esta é a sua porção!)
Herta Fischer.
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Puro êxtase
Estava frio, pelo
menos eu sentia a brisa
gelada penetrar em meus
pés e percorrer em meu corpo.
Já era tarde, eu precisava sair,
Entrei no carro, do lado, o motorista
rezava seus créditos, em um silencio
avassalador.
Onde me levava - a distancia percorria
meus ossos, com um alavancar tremulo de ousadia.
Fui olhando as paisagens que por mim passavam, abusadas
e melindrosas, caçoavam do meu jeito
de apreciá-las, quase que com saudade.
Não queria ir, mas precisava me ausentar
daquilo que chamava de vida.
O eterno levantar e sentar, como
se o preço
de viver fosse aquela misera
tarefa.
Ouvia nitidamente o som
do ar que saia das narinas do motorista,
que dirigia como
se fosse dono do espaço. as mãos cuidadosamente
apegadas ao voltante, fazendo as curvas
milimetricamente estudadas.
Eu bem que queria tomar a direção, mas, tinha medo
de tudo.
Silencio total, nenhuma conversa, nada. Só o pensamento
aliviava um pouco a tensão.
Os pneus raspavam o asfalto, comiam-no como
quem come pão, o barulho do motor atiçavam as folhas dos
arredores, que, emblematicamente, dançavam a deriva.
As horas passavam, os metros de terrenos ficavam para
trás, e a velocidade não diminuía.,
O meu ser se arrepiava por dentro como
ouriços do mar, que se envolve em suas pedras,
para fugir de seus algozes.
Também fugia, não de gente, nem de lugar, fugia
da mesmice, Do levantar e deitar-me no mesmo lugar.
Queria estar num lugar diferente;: outros sons, outros sabores,
outros cheiros, que não fosse os mesmos de sempre!
O motorista trocou de marcha após uma curva acentuada,
a placa marcava um lugar onde a velocidade tinha
que ser reduzida, e o meu semblante desanuviou,
e o medo deu uma trégua.
O vento soprava quase que quente, cheio de suavidade
e odor. Um perfume delicado chegou-me
as narinas, e eu me transportei em seu navegar.
As coisas iam desaparecendo como
trigo a moer no moinho, outros prazeres, pouco a pouco,
enchiam meus olhos.
Cheguei ao meu destino, desci de meus devaneios, e novamente
me pus a pensar: - Quanta coisa existe além da minha toca!
Ouvi canto de pássaros que desciam para comer abacates
caídos ao chão, e as maritacas enchiam os ares com seus
gritos enfadonhos.
Um tucano de belas cores sentava em um galho a sondar
seus conterrâneos, Tão belo e tão arisco.
Ao ouvir o som dos meus passos, bateu asas e voou, passando
tão perto que me deu vontade de tocá-lo.
Fiquei abobada por alguns instantes, Tão bom estar ali,
entre as árvores frutíferas, cheia de vida e sustentação.
Lembrei-me então, do motivo de estar ali, fiquei um tanto
tristonha, quase a chorar.
Tudo a minha volta era vida, e toda vida fazia sua tarefa, só
eu me sentia inútil.
O dia se desfez como gelo no calor, e a noite se preparava para
acordar. A lua que dormia, despertou mais cedo que de costume,
mal se aguentava por esperar sua vez.
E como um arco enfeitando a cabeça da noite, se aprontou e
saiu a passear.
Peguei um banquinho de madeira, o encostei na parede, sentei-me
como uma rainha em seu trono, espiando ao redor como avidez.
La ao longe o dia já acenava com um braço de cores maravilhosas,
e foi se despedindo aos poucos sem nenhum resquício de remorso,
Eu ali fiquei a conversar com os anjos, sem dizer uma só palavra.
No silencio da oração não falada, meu coração se aconchegou
nos braços da noite que chegava,
Os pontinhos brilhantes resplandeciam no céu, enfeitando aquele
momento sublime de puro êxtase. Entre o gramado já se podia
ver as pequenas e charmosas gotícula de sereno, que como
cristais vivos piscavam seus olhinhos ativos.
Tudo as escuras, só o céu fazia festa, Na mata, já se podia sentir
a confusão que se formava, quando os animais noturnos saiam para
caçar.
Olhei para o céu e pude observar as inúmeras fileiras das estrelas, algumas
em forma de cruz, entre outros aglomerados pontinhos, formando figuras,
as vezes estranhas, noutras, compreensíveis.
Eu fazendo parte, como Adão em seu paraíso, sentado na relva a espiar
aquele espetáculo.
Se podia sentir a presença de Deus, a passear pelos pomares, com
suas mãos poderosas, incitando a vida, fazendo-á pulsar.
Estava um frio de congelar, talvez, por isso, a noite estava tão linda,
como uma figura encantada, sofisticada, vestida de luz.
Por alguns momentos eu fiquei muda por dentro, os pensamentos
se puseram a distancia. Era como se de nada mais precisasse, o mundo
estava perfeito.
Meu corpo ficou letárgico, as mãos formigavam, hora de me recolher.
Subi os degraus devagarinho, ainda sem acender as luzes, não queria
ofuscar tanta beleza.
Abri a porta meio sem vontade, meu coração queria ficar, mas, meu corpo
reclamava por seu descanso.
Entrei debaixo da coberta macia, que me acolheu em seu calor, as pupilas
guardavam ainda em seu seio, aquele esplendor vivido, mas, cansada demais
para agir, fechou-se como uma flor dorminhoca.
Tão logo adormeci, para sonhar com as estrelas numa outra noite
de luar, num lugar tão mais remoto, longe de
tudo o que me dera até então.
Hertinha
menos eu sentia a brisa
gelada penetrar em meus
pés e percorrer em meu corpo.
Já era tarde, eu precisava sair,
Entrei no carro, do lado, o motorista
rezava seus créditos, em um silencio
avassalador.
Onde me levava - a distancia percorria
meus ossos, com um alavancar tremulo de ousadia.
Fui olhando as paisagens que por mim passavam, abusadas
e melindrosas, caçoavam do meu jeito
de apreciá-las, quase que com saudade.
Não queria ir, mas precisava me ausentar
daquilo que chamava de vida.
O eterno levantar e sentar, como
se o preço
de viver fosse aquela misera
tarefa.
Ouvia nitidamente o som
do ar que saia das narinas do motorista,
que dirigia como
se fosse dono do espaço. as mãos cuidadosamente
apegadas ao voltante, fazendo as curvas
milimetricamente estudadas.
Eu bem que queria tomar a direção, mas, tinha medo
de tudo.
Silencio total, nenhuma conversa, nada. Só o pensamento
aliviava um pouco a tensão.
Os pneus raspavam o asfalto, comiam-no como
quem come pão, o barulho do motor atiçavam as folhas dos
arredores, que, emblematicamente, dançavam a deriva.
As horas passavam, os metros de terrenos ficavam para
trás, e a velocidade não diminuía.,
O meu ser se arrepiava por dentro como
ouriços do mar, que se envolve em suas pedras,
para fugir de seus algozes.
Também fugia, não de gente, nem de lugar, fugia
da mesmice, Do levantar e deitar-me no mesmo lugar.
Queria estar num lugar diferente;: outros sons, outros sabores,
outros cheiros, que não fosse os mesmos de sempre!
O motorista trocou de marcha após uma curva acentuada,
a placa marcava um lugar onde a velocidade tinha
que ser reduzida, e o meu semblante desanuviou,
e o medo deu uma trégua.
O vento soprava quase que quente, cheio de suavidade
e odor. Um perfume delicado chegou-me
as narinas, e eu me transportei em seu navegar.
As coisas iam desaparecendo como
trigo a moer no moinho, outros prazeres, pouco a pouco,
enchiam meus olhos.
Cheguei ao meu destino, desci de meus devaneios, e novamente
me pus a pensar: - Quanta coisa existe além da minha toca!
Ouvi canto de pássaros que desciam para comer abacates
caídos ao chão, e as maritacas enchiam os ares com seus
gritos enfadonhos.
Um tucano de belas cores sentava em um galho a sondar
seus conterrâneos, Tão belo e tão arisco.
Ao ouvir o som dos meus passos, bateu asas e voou, passando
tão perto que me deu vontade de tocá-lo.
Fiquei abobada por alguns instantes, Tão bom estar ali,
entre as árvores frutíferas, cheia de vida e sustentação.
Lembrei-me então, do motivo de estar ali, fiquei um tanto
tristonha, quase a chorar.
Tudo a minha volta era vida, e toda vida fazia sua tarefa, só
eu me sentia inútil.
O dia se desfez como gelo no calor, e a noite se preparava para
acordar. A lua que dormia, despertou mais cedo que de costume,
mal se aguentava por esperar sua vez.
E como um arco enfeitando a cabeça da noite, se aprontou e
saiu a passear.
Peguei um banquinho de madeira, o encostei na parede, sentei-me
como uma rainha em seu trono, espiando ao redor como avidez.
La ao longe o dia já acenava com um braço de cores maravilhosas,
e foi se despedindo aos poucos sem nenhum resquício de remorso,
Eu ali fiquei a conversar com os anjos, sem dizer uma só palavra.
No silencio da oração não falada, meu coração se aconchegou
nos braços da noite que chegava,
Os pontinhos brilhantes resplandeciam no céu, enfeitando aquele
momento sublime de puro êxtase. Entre o gramado já se podia
ver as pequenas e charmosas gotícula de sereno, que como
cristais vivos piscavam seus olhinhos ativos.
Tudo as escuras, só o céu fazia festa, Na mata, já se podia sentir
a confusão que se formava, quando os animais noturnos saiam para
caçar.
Olhei para o céu e pude observar as inúmeras fileiras das estrelas, algumas
em forma de cruz, entre outros aglomerados pontinhos, formando figuras,
as vezes estranhas, noutras, compreensíveis.
Eu fazendo parte, como Adão em seu paraíso, sentado na relva a espiar
aquele espetáculo.
Se podia sentir a presença de Deus, a passear pelos pomares, com
suas mãos poderosas, incitando a vida, fazendo-á pulsar.
Estava um frio de congelar, talvez, por isso, a noite estava tão linda,
como uma figura encantada, sofisticada, vestida de luz.
Por alguns momentos eu fiquei muda por dentro, os pensamentos
se puseram a distancia. Era como se de nada mais precisasse, o mundo
estava perfeito.
Meu corpo ficou letárgico, as mãos formigavam, hora de me recolher.
Subi os degraus devagarinho, ainda sem acender as luzes, não queria
ofuscar tanta beleza.
Abri a porta meio sem vontade, meu coração queria ficar, mas, meu corpo
reclamava por seu descanso.
Entrei debaixo da coberta macia, que me acolheu em seu calor, as pupilas
guardavam ainda em seu seio, aquele esplendor vivido, mas, cansada demais
para agir, fechou-se como uma flor dorminhoca.
Tão logo adormeci, para sonhar com as estrelas numa outra noite
de luar, num lugar tão mais remoto, longe de
tudo o que me dera até então.
Hertinha
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Nascer e morrer: - É obra para todos nós
Quão bom seria se a paz fosse consequência
de nossos atos.
Quão bom seria
trabalhar não só pelo pão.
Quão bom seria santificar-nos
na esperança
Quão bom seria
esquecer rótulos,
olhar pela magia do amor,
sem mumificar em nós mesmos
a decadência de querer
mais do que se precisa,
de buscar mais do que
se pode ter, de furtar dos
outros a dignidade de ser
o que aprendeu.
Hertinha (Herta Fischer)
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