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Restos do resto

Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Razão de ser

Ultima do dia; - Tu que professas tanta
confiança no Criador que depois de criar, ainda ofertou a
segurança da vitoria por meio de Seu único filho, para restaurar o que estava quebrado, buscar o que se encontrava perdido, ainda corre atras de alguma coisa, como se ainda buscasse certeza?
Ao obter esta certeza, quando Deus plantou em mim, a fé, que não entrou em mim pelo meu querer, simplesmente, passei a confiar, de fato, que, até mesmo os meus filhos só chegarão onde Deus permitir, se Ele permitir. Foi então, que, meu medo foi embora, passei a aceitar tudo como certo, até mesmo aquilo que me fará entristecer, por não estar sobre meu domínio. Sou apenas uma peça, e como uma peça eu tenho que confiar no lugar onde me encaixo, entre outras peças que também se encaixam, cada uma em seu lugar, mas, que, lá, não ficará por muito tempo, pois, tudo que faz parte do todo em si, em algum momento terá que ser trocado, não significando que será destruído, mas reparado para outros afins, até que dele não se precise mais. porém, a força que sustenta tanto um quanto outro nunca terá fim.. em qualquer momento pode surgir sob outra forma de existir, num outro lugar, num outro aspecto, só o criador sabe e pode criar, fazer existir até mesmo o que não vemos. pois o que vemos tem limites. e o que não vemos, subsisti.
Herta Fischer

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Entravo

Estou só no entrave de mim,
sou uma pena, que pena?
tão leve e tão submissa que 
o vento a me levar, sequer me envolve.
Cerro os
dentes em minha dor, como quem foge
de tudo, e o tudo mora
em mim.
Não vejo e nem sinto o bem, embora,
de bem me abasteço para não
morrer de amor.
Fiz do meu coração um apego, para que
fosse o meu prumo, e sem querer me trai,
em qualquer espaço que faço questão de sentir.
Sou passado e presente, vou e venho, tão somente,
me expondo em passagens perigosas, quase a
me afogar em paixão, no olho do furação.
Herta Fischer

Para viver é preciso morrer

Onde eu poderia estar neste momento, senão dentro de mim?
O que vem de fora é só um reflexo de uma incerteza qualquer,
criada para me enganar.
Os homens se enganam e se tornam enganadores, na ânsia de querer
saber cada vez mais, sobre algo que eles mesmos não explicam.
Muitos abandonam a sua própria origem para se tornarem algo que
nunca os alcançara!
Criam seus super-heróis e depois ficam frustrados por sabê-los apenas homem.
Eu ouvi certo homem dizer: - Faço o que faço, por não confiar em nada, Não existe um Deus,
então, nem choro quando alguém morre, pois na morte, é fim.
Se na morte é fim, então, porque fazem o bem, estudam historia, escrevem seus livros, se nem terão mais memoria de nada?
Quão em vão é pensar que se terá fim...Tudo o que podemos dizer da vida, é ilusão, parece que vivemos um conto de fadas, um país de mentirinha, que como criança brincamos de existir.
Podemos viver bem, por muito tempo, como também podemos acreditar que morreremos amanhã, Quem sabe?
Não acreditar em algo maior é o mesmo que já estar morto, porque o que nos move é a fé em nossos dias, quando, ao levantarmos toda manhã, o sonho vai a frente, como quem espera por algo que ainda não se conquistou.
E quando, porém, estarmos fartos de dias, e o cansaço bater a porta, e a doença nos consumir, e o nosso olhar já não puder enxergar esperança. O que seria após?
Seria o mesmo que acreditar que morremos e continuamos em um espaço qualquer, e como mortos ficamos a vaguear no vácuo, atravessando paredes, ouvindo os lamentos dos vivos, sem poder fazer nada?
Para depois voltarmos em outro corpo, sem lembranças, para quê?
Caminhar, caminhar, sem esperança de chegada, perdidos no nada, não faria sentido.
Não haveria sentido a vida sem propósito, não faria sentido o eterno nascer e morrer.
Para que se contaria um história sobre a redenção, sobre o poder de um Deus, que atravessou tempo e oceano, se fosse só ilusão?
Para que inventaríamos uma Divindade viva, se ainda confiássemos na morte?
Se morremos e fim, então, não caberia nada, nem esperança, nem vida, porque a vida é sofrimento e enfado!
Lutaríamos para encontrar a fonte da juventude, assim como nossos ancestrais o fizeram, acreditando em alquimias, morrendo em suas ilusões.
Não! definitivamente não. Não haveria nada que não fosse como as plantas, que não tem desejos, e vivem como quem não se apercebe de nada. Não haveria tantas diversidades de animais, nem homens, nem coisa alguma, se não houvesse uma inteligencia maior a reger tudo isso.
O nada não pode se criar sozinho, nem o tudo. E como se explica o universo. Seria uma inteligencia artificial, acomodando as coisas com tanta perfeição?
Eu fico aqui, e você vai por ali, e tudo se completa, assim, do nada, tudo se faz e se refaz. A maré sobe e desce, ela sabe o que fazer?
A terra fica suspensa no ar, assim como outros cometas, só porque a gravidade as sustém?
Os meteoros sabem seu caminho,? nasceram com a inteligência que o homem não tem? Pois, a saber. a humanidade em nós só sabe querer, não faz nada para preservar a sua própria espécie, e corre o risco de extinção.
E se tudo acabar?  será que a natureza se fará em outro lugar?
Em Jupiter, talvez, ou em Marte, quem sabe? Assim, sonha o homem.
O bem da verdade, é que todos andamos perdidos,  e perdidos estamos se confiamos que tudo se faz a revelia,
Pobre homem, amanhã nem será mais, quantas ilusões planta para si, sem nem ao menos ter esperança de colher.
Porque morrer aos setenta anos, é ainda morrer criança. E não crer na vida eterna sabendo disso,  seria melhor nem existir, pois tudo se torna vão.
Herta Fischer  (Hertinha)





domingo, 2 de outubro de 2016

Quintal do meu amor.

Em um jardim com poucas flores eu fui plantada e meus olhinhos ávidos
me ensinaram um caminho perfeito, onde flores brotam sem sessar ante um
coração confiante.
Não tive muito, mas o pouco que tive me abasteceu numa fé tão nobre que
me levou onde estou agora, a caminho de Deus!
Ele se me floresceu onde pisava, quando o aguaceiro da solidão me alcançou, percebi que despertava,
Como pombos a voar pelo campo, assim povoou em meus sonhos, no derradeiro dia
de promessa.
Abriu-se em meus olhos a luz.
E através dessa luz eu pude ver, o quanto ainda crescia, e me despedia de minhas ilusões passageiras.
O caminho tornou-se estreito, quase que já não me cabia, e atrás dos montes serenos, minha descoberta se fez eficaz.
Por aqui, a cabeça tão baixa, e o caminho a me engolir, quase tirando toda certeza da chegada, me entristeci a ponto de me ver como quem morre.
Até descobrir que a morte  foi tragada pela vitoria, e minha divida já paga, me leva onde preciso ir.
Que lindo prazer meu Deus me deliciou, que cantar de misericórdia eu ouço agora, quando já vejo a aurora a florir no quintal do meu amor.
Herta Fischer.




Maestria Divina

A cortina do meu quarto dança ao som do violino vento.
E, eu, me preparo para mais um dia. Não estou desassossegada, vou na confiança, assim como o tempo me arrasta com ele, sugando minhas forças, limando meus ossos, até que me consuma por inteiro. Mas. mesmo assim, me lapida e me transforma em algo que almejo ser. Só vejo limitações em mim. Quando, porém, alcançar a maestria Divina, Que com harpas me anuncia salvação. Então cantarei, eu mesma, quanto te amo Oh! Deus!
Herta Fischer

Sorte

Está as portas, o dia da minha sorte. Já joguei, não ganhei, mas,
vivi o necessário acreditando que o extraordinário ainda estará por vir, quando a realização da minha esperança desperta, qualquer dia desses, quando eu não mais sentir a necessidade desse meu corpo
que se aflige.
Lá, onde foi-me preparado um lugar, quando esta casa que ainda retenho com significância, se deitar para sempre, se enterrar em sonhos desfeitos numa luta em vão.. Sim! esta moradia não é minha. esta moradia é provisória, enquanto se prepara a minha casa. Onde descansarei de toda dor, de todo tormento humano, de toda canseira consumista, e me enlevarei como quem achou suas asas no mais perfeito e derradeiro dia da redenção.
Bendito é aquele que espera no SENHOR!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Razão para existir e morrer


Ultima do dia; - Tu que professas tanta
confiança no Criador que depois de criar, ainda ofertou a
segurança da vitoria por meio de Seu único filho, para restaurar o que estava quebrado, buscar o que se encontrava perdido, ainda corre atras de alguma coisa, como se ainda buscasse certeza?
Ao obter esta certeza, quando Deus plantou em mim, a fé, que não entrou em mim pelo meu querer, simplesmente, passei a confiar, de fato, que, até mesmo os meus filhos só chegarão onde Deus permitir, se Ele permitir. Foi então, que, meu medo foi embora, passei a aceitar tudo como certo, até mesmo aquilo que me fará entristecer, por não estar sobre meu domínio. Sou apenas uma peça, e como uma peça eu tenho que confiar no lugar onde me encaixo, entre outras peças que também se encaixam, cada uma em seu lugar, mas, que, lá, não ficará por muito tempo, pois, tudo que faz parte do todo em si, em algum momento terá que ser trocado, não significando que será destruído, mas reparado para outros afins, até que dele não se precise mais. porém, a força que sustenta tanto um quanto outro nunca terá fim.. em qualquer momento pode surgir sob outra forma de existir, num outro lugar, num outro aspecto, só o criador sabe e pode criar, fazer existir até mesmo o que não vemos. pois o que vemos tem limites. e o que não vemos, subsisti.
Herta Fischer