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Restos do resto

Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...

terça-feira, 30 de junho de 2015

Nascida do inverno

O sol se pôs, é inverno, as nuvens
brincam de ir e vir. Passam como bailarinas
 a rodopiar no grande palco azulado, enquanto
que, as estrelas se enchem de encanto no olhar.
Sou um pequeno ponto de olhos duros, que de tanto
pensar, viro ninguém,
Quem dera pudesse, eu também, encher os olhos
de alguém com a simples vontade de se fazer
amada.
Só vale o encanto prometido aos seres, mas o vazio
que mora em mim, passa desapercebido, embora queira
se preencher de você.
Sou quase fumaça, sou a brisa branca que não se nota, tão ofuscada
pela ladainha do sol que se foi mais cedo,
e que ainda não voltou.
Pobre dos seres desovados na vida, com corpos sem beleza,
onde se acham apenas incertezas, tão longe se encontram
dos normais.
Eu busco satisfação, e só a encontro em mim, quando estou
só, e brinco de faz de conta.
Quisera eu, afastar o frio, como na dança das nuvens, alegremente
me fazer notar, sem que para isto, eu precisasse de muito.
Sem letras também me faço na poesia do sonho, não preciso
de memória, nem de tintas, nem de códigos, nem de falas, pois
eu também sou, assim como tudo que é.
 (Hertinha) 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Renovação

Pois é... de vez em quando continuo sonhando, ou melhor, sigo firme sobre meus pés, pois detesto subir apoiado nos pés dos outros. Meus sonhos ficam como sonhos, mas o resto eu faço acontecer. Diante dos fracassos, não me desanimo; há coisas que não mereço e, se não mereço, não vale insistir. Quando perdemos algo de valor, só damos importância por um tempo, depois cai no esquecimento. Dizem que nada é culpa do tempo, mas é ele quem nos afasta das coisas. Passamos com ele, e assim como nos envelhece, envelhece também as memórias. Nunca corri atrás do nada, pois o nada não tem corpo e, sem corpo, como alcançá-lo? Vivo o dia como ele se apresenta, seja em descanso ou luta, alegria ou dor. Se somos passageiros do tempo, devemos nos sujeitar ao que acontece nele. Nada acontece igual para todos ao mesmo tempo, mas pode acontecer igual para alguns em tempos diferentes. A vida é dona de si enquanto é oportuna, e tudo depende das circunstâncias que ela dá a quem está vivo e dela depende. Nada podemos fazer enquanto definhamos, pois desde o nascimento já nos preparamos para morrer. Só o homem não se fia nisso, pensa que pode impedir a morte, cria métodos para esticar a vida até que envelheça e se vá, sem ter conseguido um milagre para si. Por isso, fico na minha. Vivo enquanto posso, pois não sei até quando. Não vivo como se fosse morrer, mas sei que posso morrer. Então, pra que me preocupar demais com o fim, se, quando ele chegar, não terei consciência disso? Toda flor nasce para deixar semente, assim como os frutos, sabendo que perpetuam a espécie. Nascem e morrem, mas não deixam de existir, apenas se renovam a cada primavera.
(Hertinha)






sexta-feira, 19 de junho de 2015

O amor Maior

Quando o amor chamá-los, sigam-no.
Embora os caminhos que ele percorre sejam difíceis e íngremes.
E quando com as asas envolvê-los, submetam-se a ele,
mesmo que ele possa feri-los com a espada oculta que traz entre as asas, por ser difícil compreendê-lo.
E quando ele falar, creiam nele.
Mesmo que a sua voz possa destruir-lhes os sonhos , como o vento do norte devasta o jardim.
(trecho do livro: O profeta de Khalil Gibran)

Pois é!
Sou apaixonada pelo amor,, embora ele, as vezes, se ponha tão longe do meu coração.
Não importa, sei que me socorre em tempos de angustia, e que se coloca a meu dispor quando
algo me ameaça.
Quantas vezes se manifestou como a mais perfeita alegria de ser, de estar, e também de fazer
parte de um propósito.
Não dá para falar de amor, sem mencionar o amor maior, aquele que se deu por nós, sem resistência,
que se esvaziou de si mesmo, e em obediência a seu superior, se sujeitou a morte, para nos libertar da escravidão do pecado.
O que mais posso falar, senão da alegria de ser amada assim. Quando todos o olhavam com desprezo,, e ou,  com pena, ele apenas fez o que veio para fazer.
Quantas vezes nos recusamos a carregar nossa cruz, nos rebelamos, tentando matar os nossos
algozes, quando o próprio senhor da luz carregou por nós a sua cruz, sem nem sequer pestanejar?
Nos recusamos a carregar as nossas como se fossemos superiores, como se merecêssemos mais
do que ele. Quantas e quantas vezes nos vemos  a dizer que somos merecedores da plena felicidade,
quando que, felicidade mesmo, para nós, foi o ato de Cristo.
Quão divino e perfeito foi na morte, quando em dores enfrentou a tortura mesmo sendo inocente. Quão difícil deve ter sido para o Pai, entregá-lo nas mãos dos pecadores, para que muitos pudessem
ter vida em seu nome.
A fé o levou para o cativeiro, a fé o levou a morte, pois creu na promessa da ressurreição, e também
creu na obra do sacrifício.
Quando porém, se levantou, deixou a morte sem palavras, derrubou-lhe todo o orgulho, e se elevou até o mais alto céu, coroado de gloria e poder. Pois tudo era Dele, tudo pertencia a Ele, nada teria domínio sobre aquele que mediante tão terrível calúnia, se entregou sem defesa por uma causa muito maior. Foi pela obediência que veio, pela obediência se fez vitima, e também pela mesma obediência cumpriu o seu dever.
Por isso amigos, cumpramos também o nosso dever, pelo imenso amor que nos foi dado, pela dor
que nós causamos ao cordeiro, que precisou ser ferido para que pudéssemos alcançar a misericórdia que não merecíamos.
Sou muito grata ao meu Rei, por isto, sigo tranquila, sem abalos, pois a minha esperança foi paga
com sangue santo, não devo de maneira alguma rejeitar tão grande salvação.
"As portas continuarão fechadas, somente quando não temos permissão para abri-las...".


Como ovelhas desgarradas o pecador é confuso (Mat. 9:36), sem proteção (João 3:36) e sem alicerce doutrinário (Efés 4:14; I Cor 3:11).  Quem está fora de Cristo não tem esperança verdadeira (Efés 2:12), nem paz com Deus (Isa 48:22) e é cego para a maravilhosa luz (II Cor 4:4).  A ovelha desgarrada é sem poder para agradar Deus (Rom 8:8) e anda, sem saber, no caminho largo que leva para a destruição (Mat. 7:13).  A condenação é certa e a ira de Deus sobre tal permanece (João 3:36).
Cristo não veio escondido do mundo mas foi visto por todos (Mat. 4:12-17).  A sua mensagem veio para os que havia perdido (Luc 19:10).  Ele foi obediente para com Deus em tudo (Fil. 2:8) fazendo toda a obra que o Pai O tinha dado a fazer (João 17:4).  Em Cristo Jesus a salvação é consumada (João 19:30) e Deus é completamente satisfeito (Isa 53:11; João 12:28) e os que vem a Deus arrependidos dos pecados confiando pela fé em Cristo são aceitos por Deus (Efés 1:6).
As ovelhas que ouvem a voz de Deus pela Palavra de Deus, a Bíblia (Rom 10:17), são conhecidas por Deus intimamente (João 10:27).  Deus amou estas primeiro (I João 4:19) e começou a obra da salvação nestas enquanto eram desgarradas (Fil. 1:6; 2:13; Rom 8:28-30; Tiago 1:16-18).  Estas, em Cristo, tem uma nova natureza (II Cor 5:17; Mat. 12:33; João 15:3-5) e por essa nova natureza, essas podem seguir Cristo em obediência (João 1:12, !deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus?; 10:27, !elas me seguem?).  A obra que Deus começou e completou em Cristo para salvar as suas ovelhas estão seguras na mão de Cristo e na mão do Pai (João 10:28-30).
(Hertinha)






sábado, 13 de junho de 2015

O que eu acredito

Se vivesse para um amor só, seria pobre demais... Amo-te
por ser como eu... na esperança de apenas ser o que Deus permitíssemos que fossemos....Prefiro viver na mais triste pobreza do que te arrastar por caminhos que não queres para si.
Seja o que quiser, pedra, pau, incerteza ou feiura, razão ou loucura...mesmo assim, nunca desistirei de ti....pois o verdadeiro amor apenas ama. Eu amo o azul, mas não desprezo cor alguma.....Lealdade para com Deus é: Não dever nada a ninguém, exceto o amor com que devemos amar;...Algumas pessoas vão querer saber o motivo do seu sorriso, de onde você tira tanta força para seguir em frente, de onde vem tanta fé. Vão querer saber de onde você tira as palavras certas, de onde vem tanto amor, vão querer saber como você consegue enfrentar seus problemas com tanta confiança de que tudo vai dar certo. Então você responderá... Nunca tive confiança em mim mesma.. confio Naquele que me oferece resposta para aquilo que sou...O Senhor é meu conselho..Você é responsável pelo que te acontece...seja leal a Deus que Ele sempre é leal a você;;;;Você não precisa ser bom a todo instante, basta que seja bom enquanto estiver acompanhado....Pois Deus te visita diariamente, mas só entra quando o coração está limpo..Só por hoje:
Mantenha a mente voltada para Deus, Bons pensamentos levam a boas ações....Embora muitos queiram viver livremente.. se não houver regras bem definidas, a sociedade adoece.
(Hertinha)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Tudo se fez

Bom! Vamos no embalo da
canção do dia.
Preciso falar de amor, preciso
senti-lo verdadeiramente, pois
até hoje eu ainda não o conheci.
Encontrei alguém, por certo, estava
em meu caminho na hora exata.
E , diante da minha expectativa
e sonho, o acolhi.
Estava tudo no lugar, como a terra
em seu eixo, não estava mais amando
uma imagem. tudo era real.
Como um sino tocando em hora de chamada,
ele estava ali, me chamando para completar-me.
Não pode existir um elo, sem que antes duas
argolas não se combinem, e tudo se combinou
perfeitamente.
Um queria o outro, dentro desse querer nasceu
um compromisso.
Não era um compromisso qualquer, não
era mera especulação, era concreto, pois
não havia promessa, nem cobrança.
Não havia laço de papel, apenas de coração.
O que a gente faz com a alma, tem tudo para dar certo.
Não fizemos juras, não combinamos nada, apenas
vivemos nosso amor.
E o tempo abençoado, nos ajudou a construir
nosso ninho, e nele, colocamos dois ovos.
Eclodiu no tempo certo,dois seres, que fazem parte
em cada alegria, e são, nossos motivos de luta.
Sera isto amor?
Nada se perdeu, ha um carinho infinito entre nós:
o mesmo olhar, a mesma solicitude, o mesmo
cuidado, só mudamos um pouco na forma em
que nos amamos.
Não tem mais o mesmo brilho, não tem mais
a mesma emoção, só a vontade de continuarmos
juntos.
O desejo carnal já não se faz tão necessário, usamos
apenas para relaxar.
Estamos bem, é isto que importa, mas aquele amor
de novela, eu ainda não conheci., E quer saber:
 não me faz e nem fez nenhuma falta.
 (Hertinha)




sábado, 6 de junho de 2015

Uma seta certeira

Não sou mais que o próprio tempo que passa
quando nem isto eu posso ser, pois
o tempo dá continuidade ao propósito,
enquanto eu, sou nuvem que com
o passar do tempo, não volta.
Busco, as vezes, me encantar com
o dia, com as coisas, com as pessoas, e passo,
quase que sem perceber, no nada.
Amar? Quem sou eu para levar isto adiante,
só amo quando meu ego se enche com
loucuras de mentiras.
Sou mais escorregadia que sabão
em dia de chuva, derrapo em meus
pensamentos, querendo avançar, mas
sem coragem para encarar a verdade
que conheço.
É essa limitação que me leva a morte precoce,
mesmo que ainda seja broto, já envelheço
no pouco que ainda me resta.
Se sigo, sou caminhoneiro na estrada, que
mesmo com carga, não sei onde descarregar.
Então, eu vou titubeando, nas margens incertas do
destino que insiste a me levar á lugar nenhum.
Tudo que conheço, por algum tempo, já nem
conheço mais, as regras se fazem regras passageiras,
que de minuto em minuto se torna algo
que não consigo  mais compreender.
Tenho meus motivos, que de tempos em tempos
são corroídos pelas traças da indecisão, pois
tudo muda tão depressa que não consigo formular
em mim nenhuma verdade permanente.
Nasci num tempo em que me contavam histórias
de tabus, construí em mim tantas defesas que,
hoje apodrecem e cai.
E infelizmente não consigo construir em
mim nada que fique.
Defendo o que aprendi, mas, principalmente
defendo o que ainda aprendo, enquanto vivo
e busco.
(Hertinha)



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Inverno profundo

Já passei pela primavera, pelo verão, pelo inverno,
agora é outono.
As folhas caem sem motivo, já estão avermelhadas,
e se preparam para o último inverno.
Estou me aprontando para a branquidão da neve,
quando não mais ouvirei o cântico dos pássaros,
que estão emudecendo por causa do frio que
se instala,
Cada um procurará o seu melhor abrigo, e eu também procuro
por um, e só acho um abrigo que pode me socorrer. Deus!
Quando tudo for silêncio, e silêncio profundo, onde
não  existe nada, nem ninguém, só a alma a ansiar
por cuidado, procurarás e não mais me acharás em nada, exceto
em algum material que toquei.
Ouvirás uma música suave, dentro do silêncio que me alcançou,
e só conseguirá lembrar do gosto que eu gostei.
Serei eu e o vazio, inundado num espaço pouco aproveitado
de uma vida vivida, sem a menor chance de continuar.
Deixarei uma única obra, a lembrança do registro
de mim, que com o tempo, o próprio tempo levará embora.
Outras gerações virão, há de se falar de mim, do que fui,
do que falei, e até do que fiz, mas até mesmo isto um dia
se apagará.
Não sei se volto, gostaria de pensar que sim, gostaria mesmo
de voltar em outro plano, ou de ter uma continuação sob outro
aspecto, de uma outra forma, que não seja esta figura que
se esgotou de tantos sonhos criados, desvendados e até
solucionados, mas que morreu ao nascer da aurora, ainda
criança, ainda com tanto a aprender.
(Hertinha)