Não sou mais que o próprio tempo que passa
quando nem isto eu posso ser, pois
o tempo dá continuidade ao propósito,
enquanto eu, sou nuvem que com
o passar do tempo, não volta.
Busco, as vezes, me encantar com
o dia, com as coisas, com as pessoas, e passo,
quase que sem perceber, no nada.
Amar? Quem sou eu para levar isto adiante,
só amo quando meu ego se enche com
loucuras de mentiras.
Sou mais escorregadia que sabão
em dia de chuva, derrapo em meus
pensamentos, querendo avançar, mas
sem coragem para encarar a verdade
que conheço.
É essa limitação que me leva a morte precoce,
mesmo que ainda seja broto, já envelheço
no pouco que ainda me resta.
Se sigo, sou caminhoneiro na estrada, que
mesmo com carga, não sei onde descarregar.
Então, eu vou titubeando, nas margens incertas do
destino que insiste a me levar á lugar nenhum.
Tudo que conheço, por algum tempo, já nem
conheço mais, as regras se fazem regras passageiras,
que de minuto em minuto se torna algo
que não consigo mais compreender.
Tenho meus motivos, que de tempos em tempos
são corroídos pelas traças da indecisão, pois
tudo muda tão depressa que não consigo formular
em mim nenhuma verdade permanente.
Nasci num tempo em que me contavam histórias
de tabus, construí em mim tantas defesas que,
hoje apodrecem e cai.
E infelizmente não consigo construir em
mim nada que fique.
Defendo o que aprendi, mas, principalmente
defendo o que ainda aprendo, enquanto vivo
e busco.
(Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sábado, 6 de junho de 2015
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