As vezes me entristeço porque
espero dos outros um tanto de
consideração, e acabo por ter um
sentimento ruim em relação a isto.
Hoje, eu percebi que dói mais em mim no que nos outro,
essa mania que eu tenho de me doer.
Sou boa aos meus próprios olhos, mas, na verdade,
Bom mesmo é Deus.
Que não faz caso de ver seus filhos desobedientes se virando
para o outro lado.
Que ainda nos da, dia-a-dia a oportunidade de se voltar para ele.
Eu sei que, as vezes, as palavras não consegue nos revelar Deus de verdade,
E ficamos a nos perguntar: Onde Ele Está?
Porque não vem e poe fim em tantos sofrimentos.
Mas, na verdade, sou eu mesma que provoco a maioria das
minhas dores, por não confiar em Sua onipotência.
Sou eu, que corro em sentido contrario do que Ele me ensinou,
quando fico a me ver com poder para mudar o mundo, sem
mexer um dedo sequer para viver a servir.
Deus nos serviu dando-nos Seu Filho amado para sofrer
e morrer por cada um de nós, E nós não acreditamos em Sua promessa
de vida eterna, e nos agarramos a tudo que é passageiro,
E não querendo pagar a divida para com Ele, vivemos a nos
entristecer com a morte, por não crermos em Seu sacrifício.
Eu vejo "o mundo" como uma ilusão. Assim como o momento
em que compro e não quero pagar, como
se o que valesse, na verdade, fosse o receber prêmios, sem
precisar levantar-me do lugar.
Que triste, já dizia o Apóstolo, quando queremos o favor,
sem prestar nenhum favor.
Que triste querer tudo pronto sem levantar um dedo
para ajudar aquele que cozinha para nós?
Que triste querer viver neste mundo tão mau, e fazer
de tudo para continuar dentro dele?
Agarrados a vida e seus opróbrios.
Desejando o paraíso, e cada vez mais se afastando dele.
Não seria tão mais fácil viver de acordo com os ensinamentos Divinos,
abandonando essa natureza pecaminosa para trás,?
A viver como se não vivêssemos, adquirindo sem adquirir,
esperando pela redenção de nossas almas, entregando o
nosso corpo como sacrifício vivo ao Senhor. Não como insensato que
castiga o corpo com vara, mas, oferecendo-nos para os outros com
lealdade, com a mesma lealdade com que acreditamos que o
Senhor se deu por nós.
Herta Fischer (Hertinha)
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Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
segunda-feira, 10 de abril de 2017
domingo, 9 de abril de 2017
Disposição do EU
Eu acho ótimo quem fala apaixonadamente:
por uma causa, por alguém.
Eu acho ótimo que alguém ache que
a vida só valerá a pena ser vivida, se tiver alguém
com quem compartilhar momentos.
Eu acho ótimo sonhar em ter uma familia,
filhos, marido, etc...
Só não acho divertido que seja só da boca para fora.
Nenhum autor começa um conto com os dizeres:
E foram felizes para sempre!
Sempre ha dor nos caminhos mortais.
Onde a morte espreita, não ha de se ter alivio,
nem segurança.
Assim como um jardim não fica repleto de flores por
todo tempo, assim, a vida não pode dar só felicidade!
São nos contratempos que a alma cresce, e se desvencilha
dos egos naturais. Aprendendo não ser proprietária de si.
Sabemos ser passagem, e na passagem deixamos para traz
muitas coisas maravilhosas. cujo olhos se extasiaram, mas,
não puderam observar por mais tempo, porque o próprio
tempo se encarrega de mudar.
Se realmente amassemos, amaríamos uma vez só.
O amor não pode pular de pé em pé, não pode ser fruto
de dois pomares distintos, então, o amor não é amor, e sim, necessidade.
Como o organismo consome a energia dos alimentos, mas, esta
energia precisa ser recarregada de tempos em tempos, assim, são todas
as necessidades do corpo.
Hoje se caça, amanhã se come, depois que acaba se sai a caçar novamente,
assim, consequentemente, num ritmo assombroso enquanto tempo ainda
há.
Só existirá par enquanto não nos tornamos ímpar, por isso, ou aquilo.
E só seguimos a mesma direção quando os desejos e a necessidade continuarem
tendo o mesmo peso. do contrario, os sobrecarregados se distraem e acabam
pondo tudo a perder.
Deus ensinou-nos a viver longe da prepotência, ensinando-nos
humildade, mas, quanta humildade ha nos seres?
O eu esta sempre bem disposto quando o assunto é ele.
Herta Fischer (Hertinha)
por uma causa, por alguém.
Eu acho ótimo que alguém ache que
a vida só valerá a pena ser vivida, se tiver alguém
com quem compartilhar momentos.
Eu acho ótimo sonhar em ter uma familia,
filhos, marido, etc...
Só não acho divertido que seja só da boca para fora.
Nenhum autor começa um conto com os dizeres:
E foram felizes para sempre!
Sempre ha dor nos caminhos mortais.
Onde a morte espreita, não ha de se ter alivio,
nem segurança.
Assim como um jardim não fica repleto de flores por
todo tempo, assim, a vida não pode dar só felicidade!
São nos contratempos que a alma cresce, e se desvencilha
dos egos naturais. Aprendendo não ser proprietária de si.
Sabemos ser passagem, e na passagem deixamos para traz
muitas coisas maravilhosas. cujo olhos se extasiaram, mas,
não puderam observar por mais tempo, porque o próprio
tempo se encarrega de mudar.
Se realmente amassemos, amaríamos uma vez só.
O amor não pode pular de pé em pé, não pode ser fruto
de dois pomares distintos, então, o amor não é amor, e sim, necessidade.
Como o organismo consome a energia dos alimentos, mas, esta
energia precisa ser recarregada de tempos em tempos, assim, são todas
as necessidades do corpo.
Hoje se caça, amanhã se come, depois que acaba se sai a caçar novamente,
assim, consequentemente, num ritmo assombroso enquanto tempo ainda
há.
Só existirá par enquanto não nos tornamos ímpar, por isso, ou aquilo.
E só seguimos a mesma direção quando os desejos e a necessidade continuarem
tendo o mesmo peso. do contrario, os sobrecarregados se distraem e acabam
pondo tudo a perder.
Deus ensinou-nos a viver longe da prepotência, ensinando-nos
humildade, mas, quanta humildade ha nos seres?
O eu esta sempre bem disposto quando o assunto é ele.
Herta Fischer (Hertinha)
Mortos que se deixam levar
Nem sempre confiamos no caminho
que seguimos, Vivemos quase que a mergulhar
em sonhos, esquecendo da nossa realidade,
Escolhemos por nós mesmos,e ainda assim,
tem momentos em que duvidamos de que fizemos
a melhor escolha.
Porque somos tão relapsos em relação á nós mesmos,
quando colocamos nossos sentimentos acima
de qualquer razão?
Será que somos incapazes de cuidar de nós mesmos?
Andamos quase sempre a mergulhar no vazio de nossa
existência, assim como os mortos que se deixam
levar para o túmulo, de braços dados com a escuridão
daquele momento.
A saber, a escuridão de que vos falo e a escuridão do
saber, do se deixar levar pela ignorância das pessoas
que inventam fábulas para desviar-nos do caminho
que trilhamos.
Lógico que podemos mudar de direção quando surgem
algum perigo eminente, e que coloca nosso bem estar em perigo.
Lógico que podemos e devemos estar vigilantes, Não como quem fica
a olhar pela fechadura da porta para ver se algo acontece lá fora.
Devemos vigiar a nós mesmos, escolhendo, não o que mais nos dá prazer
momentâneo, mas, o que mais nos traz satisfações por dentro.
Assim como escolhemos o alimento que mais se adequá ao nosso paladar,
sem nos dar conta do que precisamos.
assim também devemos estar consciente de que nem sempre o que
nos agrada é o melhor.
Dizer que pode escolher os encontros, é fantasia, pois não vem escrito na testa
a formula do espírito de cada um.
Tudo é necessário: a terra, o mar, o frio, a solidão, o calor, a tempestade,
e os homens ruins.
Se a selvageria é algo sem entendimento, então, tem selvagens
que, por mais que o tempo passe, ainda continuarão em seu estado natural.
Se não somos capazes de identificar nem o que é melhor para nós, que dirá
escolher o que é melhor para os outros, embora, nos julgamos sempre
melhores.
Queremos domar cavalos bravos, mas, não conseguimos domar
a natureza pecaminosa que
mora em cada um de nós.
Se cada um se servir de si mesmo para aplacar seus próprios desejos,
com toda certeza, acabará conhecendo um pouco mais dos outros.
Herta Fischer (Hertinha)
que seguimos, Vivemos quase que a mergulhar
em sonhos, esquecendo da nossa realidade,
Escolhemos por nós mesmos,e ainda assim,
tem momentos em que duvidamos de que fizemos
a melhor escolha.
Porque somos tão relapsos em relação á nós mesmos,
quando colocamos nossos sentimentos acima
de qualquer razão?
Será que somos incapazes de cuidar de nós mesmos?
Andamos quase sempre a mergulhar no vazio de nossa
existência, assim como os mortos que se deixam
levar para o túmulo, de braços dados com a escuridão
daquele momento.
A saber, a escuridão de que vos falo e a escuridão do
saber, do se deixar levar pela ignorância das pessoas
que inventam fábulas para desviar-nos do caminho
que trilhamos.
Lógico que podemos mudar de direção quando surgem
algum perigo eminente, e que coloca nosso bem estar em perigo.
Lógico que podemos e devemos estar vigilantes, Não como quem fica
a olhar pela fechadura da porta para ver se algo acontece lá fora.
Devemos vigiar a nós mesmos, escolhendo, não o que mais nos dá prazer
momentâneo, mas, o que mais nos traz satisfações por dentro.
Assim como escolhemos o alimento que mais se adequá ao nosso paladar,
sem nos dar conta do que precisamos.
assim também devemos estar consciente de que nem sempre o que
nos agrada é o melhor.
Dizer que pode escolher os encontros, é fantasia, pois não vem escrito na testa
a formula do espírito de cada um.
Tudo é necessário: a terra, o mar, o frio, a solidão, o calor, a tempestade,
e os homens ruins.
Se a selvageria é algo sem entendimento, então, tem selvagens
que, por mais que o tempo passe, ainda continuarão em seu estado natural.
Se não somos capazes de identificar nem o que é melhor para nós, que dirá
escolher o que é melhor para os outros, embora, nos julgamos sempre
melhores.
Queremos domar cavalos bravos, mas, não conseguimos domar
a natureza pecaminosa que
mora em cada um de nós.
Se cada um se servir de si mesmo para aplacar seus próprios desejos,
com toda certeza, acabará conhecendo um pouco mais dos outros.
Herta Fischer (Hertinha)
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Somos um pouco do tudo
Ha um renascer aqui dentro
como uma semente descartando
cascas e se modificando
na dor de vencer a si mesma.
Rompe-se de dentro para fora se oferecendo a terra
como libação de seus dias mortos.
E sem merecimentos desce em movimentos
sinuosos
sobre um vento primaveril que
o leva para onde não pediu nem
creu.
Como uma musica escrita na dor, que com
letras incertas transforma-se em poesia
para se cantar e compor.
Ha uma fadiga sem igual na esperança,
mas, também ha uma esperança
em cada suspiro.
Flui dentro de mim como uma
fonte jorrada em terra seca, a certeza
de ir e de chegar, Pois
de ter e precisar já estou cansada.
Só mais um passo, mais um passo
em direção ao nada que me espera,
Como um viajante se espreita
pelas estradas sem saber para
onde vai, está sempre chegando, nunca
partindo.
Falo de mim, e por mim, sempre
no mesmo ritmo, sempre das mesmices
e inconstâncias que me suprem
e me descarrega dos sonhos
que me ensinaram e que nunca
se concluiu.
Não passei a minha vida a escolher
razões, nem a prestar muita atenção
ao derredor, nem a me desesperar
por nada.
Estava deitada em terra os desatinos, a tristeza sempre
me desmentia ao chegar a aurora doutro dia.
A luz da felicidade inundava-me enquanto o mundo
sofria sua dores vãs, Pois de certo, eu já sabia,
que o dia tem cheiro de morte, mas a morte
nada é, senão uma parceira da vida que dá, que tira, para
reaver em outra instancia.
Ainda prego á mim mesma, ainda vejo no tempo
as escaladas, o sumiço e o nada, mas que o nada,
tudo é.
Realejo submerso, a entrada e a saída, a saída e a chegada,
os mistérios e universo.
Herta Fischer (Hertinha)
.
como uma semente descartando
cascas e se modificando
na dor de vencer a si mesma.
Rompe-se de dentro para fora se oferecendo a terra
como libação de seus dias mortos.
E sem merecimentos desce em movimentos
sinuosos
sobre um vento primaveril que
o leva para onde não pediu nem
creu.
Como uma musica escrita na dor, que com
letras incertas transforma-se em poesia
para se cantar e compor.
Ha uma fadiga sem igual na esperança,
mas, também ha uma esperança
em cada suspiro.
Flui dentro de mim como uma
fonte jorrada em terra seca, a certeza
de ir e de chegar, Pois
de ter e precisar já estou cansada.
Só mais um passo, mais um passo
em direção ao nada que me espera,
Como um viajante se espreita
pelas estradas sem saber para
onde vai, está sempre chegando, nunca
partindo.
Falo de mim, e por mim, sempre
no mesmo ritmo, sempre das mesmices
e inconstâncias que me suprem
e me descarrega dos sonhos
que me ensinaram e que nunca
se concluiu.
Não passei a minha vida a escolher
razões, nem a prestar muita atenção
ao derredor, nem a me desesperar
por nada.
Estava deitada em terra os desatinos, a tristeza sempre
me desmentia ao chegar a aurora doutro dia.
A luz da felicidade inundava-me enquanto o mundo
sofria sua dores vãs, Pois de certo, eu já sabia,
que o dia tem cheiro de morte, mas a morte
nada é, senão uma parceira da vida que dá, que tira, para
reaver em outra instancia.
Ainda prego á mim mesma, ainda vejo no tempo
as escaladas, o sumiço e o nada, mas que o nada,
tudo é.
Realejo submerso, a entrada e a saída, a saída e a chegada,
os mistérios e universo.
Herta Fischer (Hertinha)
.
Revestidos do Senhor
Vivemos por um determinado tempo,
até que nos seja tirado o folego,
Muita esperança há no porvir, que
a nossa luta se torna insignificante diante
da promessa Divina.
Para quem crê, tudo é extremamente significativo:
A vida, a morte, os sofrimentos.
Sigo no ritmo do momento, sem
me preocupar com as horas, pois estou sempre
onde deveria estar, no instante em que sou eu, sou
o momento em si.
Depois que eu me for, depois que a minha historia
se completar no tempo devido, quando, então,
fecharei os olhos para tudo que se realiza debaixo do sol,
então, a gloria do esquecimento me alcançara, e só me despertará
para o que efetivamente desejei desde o nascimento.
Serei o que nasci para ser.
Este corpo pesado e infantil se desfará na moenda do tempo,
que me acaba a todo instante, em fraqueza e desalento.
Serei então, algo inimaginável,
Tudo á minha volta é trabalho, tudo á minha volta é luta de uns
com os outros, numa tarefa fútil, mas necessária.
Enquanto espero pela colheita, quando enfim, seremos o
produto final, preparado para algo muito maior, sobre a cobertura do
Santo que nos assistiu em toda jornada, que nos prometeu refrigério
em sua campana, sobre o sol juvenil da justiça e do Poder que nos
fará sua morada.
Quando, enfim, raiar o dia, quando a noite se por de largo, e já a escuridão
não mais nos amedrontar, e a luz for plena e farta, ai, sim, estaremos
seguros em nosso lugar, o lugar especial donde fomos arrancados.
A volta para casa paternal, cheia de tudo o que sempre almejamos,
com serestas de anjos em cânticos de louvor, e a gloria
renascendo por todos os cantos, e nós fazendo parte, como sempre,
já revestidos do Senhor..
Herta Fischer (Hertinha)
até que nos seja tirado o folego,
Muita esperança há no porvir, que
a nossa luta se torna insignificante diante
da promessa Divina.
Para quem crê, tudo é extremamente significativo:
A vida, a morte, os sofrimentos.
Sigo no ritmo do momento, sem
me preocupar com as horas, pois estou sempre
onde deveria estar, no instante em que sou eu, sou
o momento em si.
Depois que eu me for, depois que a minha historia
se completar no tempo devido, quando, então,
fecharei os olhos para tudo que se realiza debaixo do sol,
então, a gloria do esquecimento me alcançara, e só me despertará
para o que efetivamente desejei desde o nascimento.
Serei o que nasci para ser.
Este corpo pesado e infantil se desfará na moenda do tempo,
que me acaba a todo instante, em fraqueza e desalento.
Serei então, algo inimaginável,
Tudo á minha volta é trabalho, tudo á minha volta é luta de uns
com os outros, numa tarefa fútil, mas necessária.
Enquanto espero pela colheita, quando enfim, seremos o
produto final, preparado para algo muito maior, sobre a cobertura do
Santo que nos assistiu em toda jornada, que nos prometeu refrigério
em sua campana, sobre o sol juvenil da justiça e do Poder que nos
fará sua morada.
Quando, enfim, raiar o dia, quando a noite se por de largo, e já a escuridão
não mais nos amedrontar, e a luz for plena e farta, ai, sim, estaremos
seguros em nosso lugar, o lugar especial donde fomos arrancados.
A volta para casa paternal, cheia de tudo o que sempre almejamos,
com serestas de anjos em cânticos de louvor, e a gloria
renascendo por todos os cantos, e nós fazendo parte, como sempre,
já revestidos do Senhor..
Herta Fischer (Hertinha)
terça-feira, 4 de abril de 2017
Nada novo
E o que vale nesta vida, senão,
o nascer, o viver e o morrer?
Minha historia não foi diferente das demais.
tinha mãe, pai, amor, talvez?
Como saber em que momento e circunstância nos fizeram?
De dia ou á noite, só sei que se não fomos
desejados, pelo menos, nascemos do desejo!
Depois, já na luz dos dias, o objetivo
nem era nosso, precisávamos, ou melhor, nem
precisávamos, mas crescíamos.
Não era porque queríamos, nem porque escolhíamos,
já fazíamos parte sem querer.
Numa gloria aparente, quando ao nascer do sol,
saímos a procura da energia, substancia necessária
para a virtude do corpo.
E todo dia se repetia, assim como a nossa necessidade,
que não cansava de aparecer.
Dentro de um mundo pequenino, que só
havia espaço para aquilo que descobríamos,
meio lento ou apressado, na correria do corpo,
na necessidade do mesmo, que de dia em dia
mudava sua direção.
Não se falava em sonhos, só da habilidade
e vontade, fazendo e acontecendo.
Corpos se corrompendo no desejo doutro
corpo, mente cada vez mais aparelhada com
a vaidade.
E assim caminhava meus momentos, sem direção,
sem guia, no colo duma necessidade desconhecida,
á fazer o que todo mundo faz
Aprendendo com os mais velhos e não podendo
fazer o que eles faziam.
Muitas respostas vinham com lágrimas e recusas, muitas
coisas se aprendiam na força.
Vivia num vale sombrio sem luz e sem memoria, onde
me esgueirava entre um suspiro e outro para alcançar
algum prazer.
E tudo para quê?
Continuar a fazer o que todo mundo faz.
Herta Fischer (Hertinha)
o nascer, o viver e o morrer?
Minha historia não foi diferente das demais.
tinha mãe, pai, amor, talvez?
Como saber em que momento e circunstância nos fizeram?
De dia ou á noite, só sei que se não fomos
desejados, pelo menos, nascemos do desejo!
Depois, já na luz dos dias, o objetivo
nem era nosso, precisávamos, ou melhor, nem
precisávamos, mas crescíamos.
Não era porque queríamos, nem porque escolhíamos,
já fazíamos parte sem querer.
Numa gloria aparente, quando ao nascer do sol,
saímos a procura da energia, substancia necessária
para a virtude do corpo.
E todo dia se repetia, assim como a nossa necessidade,
que não cansava de aparecer.
Dentro de um mundo pequenino, que só
havia espaço para aquilo que descobríamos,
meio lento ou apressado, na correria do corpo,
na necessidade do mesmo, que de dia em dia
mudava sua direção.
Não se falava em sonhos, só da habilidade
e vontade, fazendo e acontecendo.
Corpos se corrompendo no desejo doutro
corpo, mente cada vez mais aparelhada com
a vaidade.
E assim caminhava meus momentos, sem direção,
sem guia, no colo duma necessidade desconhecida,
á fazer o que todo mundo faz
Aprendendo com os mais velhos e não podendo
fazer o que eles faziam.
Muitas respostas vinham com lágrimas e recusas, muitas
coisas se aprendiam na força.
Vivia num vale sombrio sem luz e sem memoria, onde
me esgueirava entre um suspiro e outro para alcançar
algum prazer.
E tudo para quê?
Continuar a fazer o que todo mundo faz.
Herta Fischer (Hertinha)
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Cada um por si
Ha uma tristeza em mim, lá do fundo, algo
enraizado desde criança, como se me incomodasse.
Tantas coisas vivi, momentos que não me dei
conta de nada e momentos que me dei conta de tudo.
Viver entre os seres é fácil, quando são vividos irracionalmente
com a gente, e racionais com os outros.
Ponderando o que se faz, e não nos dando conta do que fazem
com a gente, porque, vendo distorcidamente, também podemos
distorcidamente sentir.
E distorcidamente sentindo, podemos distorcidamente sofrer.
A vida é generosa em si, mas a vaidade com que carregamos sentimentos
no decorrer da existência nos faz alienados a troca.
Se me dá motivos para sorrir, se me faz estar satisfeito, ai está
a minha satisfação.
Não acreditamos no servir, achamos que viemos para ser servidos em tudo,
E assim damos cada passo, na necessidade do outro, não como companhia,
mas, como servidor dos nossos desejos.
E acabamos por crescer sem motivações para auxiliar os outros sem contestar,
apenas suprindo nossos desejos meio que na fúria.
Assim como um cão não deixa o outro mexer com sua amante, ou com sua comida,
sem rosnar ou morder, assim, nós não abrimos mão da posse, seja ela quais forem.
Teve um tempo não muito distante, quando éramos livres para ir e vir, de uma distância a outra,
sem que nada interferisse naquele interesse, Hoje, já não podemos desfrutar de nenhuma
liberdade que não seja a liberdade ao quadrado, aquela liberdade comprada, quando pagamos
para desfrutar ou quando nos sentimos donos de algo.: escravidão de sentimentos.
O mundo está cercado por um muro de vaidades, onde um quer poder mais que o outro, onde
o menor precisa se dobrar a vontade do maior, e aquele que foge um pouquinho das convenções sociais e dogmas religiosos, são, de certa forma, excluídos do rol familiar e ou social.
Cada vez mais nos trancamos em casa, numa prisão invisível, quase que a morrer de solidão,
juntos e separados,procurando por nossos merecimentos.
Sinto muita falta do amor. Embora se fale mais em amor hoje em dia.
Porque gostar é uma coisa, amar já é bem diferente. Gostar é estar junto, sentir-se
bem na companhia um do outro, suprir a necessidade na companhia do outro
querer o outro. Mas, amar é diferente, Amar é querer o bem do outro, apesar de.
É colocar-se no lugar do outro, entristecer-se com a dor do outro, não querer o mal do outro,
estar seguro que, mesmo sofrendo injurias e aborrecimentos, jamais será motivo de tropeço!
E quem que, sendo humano, será esse alguém tão altruísta,
capaz de deixar este eu tão vaidoso?
E mesmo que queiramos, ainda assim, ficamos indignados com a ação do outro, quando
nos damos de forma genuína e ainda assim esse alguém nos trata com um certo descaso.
E assim o tempo segue com seu ritmo acelerado, e vamos perdendo cada vez mais a capacidade
de amar, devido as condições em que vivemos, moldados pelo ambiente nocivo da humanidade
que esqueceu Deus e se limitou a viver por si mesmo.
Herta Fischer (Hertinha)
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