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Restos do resto

Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Amor sem necessidade

Ah, vida, pra que que te quero viva...
Enquanto queremos em conjunto, estaremos juntos....
Porém, quando um não mais querer, até poderemos estar, talvez, menos separados.
A amizade, as vezes é mais sincera do que aquilo que erroneamente chamamos de amor.
Não existe amor maior do que o amor sem necessidade.
Quando eu não mais precisar de você, ai, sim, estou verdadeiramente te amando. a liberdade faz com que amemos melhor.
Eu vejo a caixinha que guarda as sementes das árvores, enquanto ainda verdes, elas recebem da árvore toda a atenção, mas, ao chegar-se o momento de se desprender, a árvore corta o suprimento de água, para que as sementes se desprendam da casca, e saiam para criar a beleza de novas espécies.
Se não houvesse este desprendimento.. A natureza não subsistiria....
Ao vivermos a sombra dos outros, ficamos enfraquecidos, e vamos apodrecendo aos poucos, até morrermos de tristeza.
Herta Fischer

O melhor de nós

O amor que nos uniu, não foi inventado, foi sentido,
em cada momento em que criamos em nós,
pensamentos bons em relação
ao outro,
Só se constrói uma estrada de pedaços em pedaços, e nem sempre a terra é fofa,
as vezes são pedregosas e densas,
Mas, é calejando as mãos, que conseguimos melhores resultados.
Não adianta chorar pelo tempo passado, sem pensarmos
no melhor para o dia seguinte,
pois primeiro nascem os botões,
para depois virar flor.
A terra só se tornará fértil, através da persistência de quem acredita,
que em se plantando dá! Do contrário, ela continuará
ali, esperando por seus colaboradores..
O melhor de si, se torna o melhor de nós, quando um sustenta o outro.
Quando não se espera do melhor, o melhor acontece. Se não fosse assim, as árvores morreriam de sede no tempo da escassez das chuvas,
mas , porque elas sabem esperar, é que elas crescem...E quando a chuva chega, elas agradecem....
Herta Fischer.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Nossos dias são poucos

Porque como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também
nas muitas palavras: Ma tu teme a Deus. (pregador)
Nas palavras inúteis não ha nenhum consolo, e palavras
boas são escassas.
Há uma infinidade de livros em livrarias e estantes,porém
a que traz boas novas são raridades.
Deveríamos colocar os nossos corações na escrita, para que,
quando o outro ler, possa nos conhecer melhor e chegar
a conclusão que somos idênticos.
A labuta seve para encher os celeiros, quando que o
pouco nos basta.
Nasce-se, cresce-se,  mas pouco se entende da vida.
Horas e e horas se perdem só para amontoar coisas
no armário, que talvez, nunca ou pouco se usa.
E a alegria da colheita passa quando a terra já se
tornou vazia, e antes mesmo de bem usar o
proveito da colheita, já se está pensando novamente
em plantar.
Homens se desentendem com homens até mesmo
por um pedaço de terra que não lhe pertence, até pelo
que não é seu se mata.
O proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo.
No entanto, poucos se valem da terra em seu todo, quando que
toda a terra, mesmo estando solitária já tem o
seu dono.
Separai uma porção a quem não tem nada, pois pelo
muito que se quer, acaba-se perdendo a alma.
Onde a fazenda se multiplica, ai se multiplica também
os que a comem: Que mais proveito pois tem os seus donos
do que verem-na com seus olhos?
Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco, quer coma
muito, mas a fartura do rico não o deixa dormir.
Porque o pobre não precisa se preocupar com ladrões, já o rico precisa
cercar sua casa.
Mais vale o pouco no sossego, do que o muito na raiva.
Porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má ventura; havendo
algum filho nada fica na sua mão.
Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como
veio; e nada tomara do seu trabalho, que possa levar na sua mão.
Também isso é um mal que causa enfermidade; que infalivelmente,
como veio, assim ele vai; e que proveito lhe vem de trabalhar
para o vento.
"Porque não se lembrará muito dos dias da sua vida: porquanto
Deus lhe responde na alegria do seu coração."
Baseado na obra de Eclesiastes 5,6,7

Hertinha





sábado, 5 de setembro de 2015

Pensamentos

Porque Deus conhece o tempo de cada um..e também o momento de nos livrar de toda canseira...
Deus nos leva.. cada um com a sua intensidade, basta que reconheçamos toda benção em cada passo.
O que é para ser nosso, será!. e o que não for para ser, apenas deixa seus rastros...
E.. os rastros se apagam com o tempo...

Crianças!
de coração para coração.
Conserve dentro de si, a alegria no Espirito Santo


Se eu pudesse deixar um recado para cada um de vocês.. eu diria:
Sintam-se amados!..Sintam-se amados! sintam-se amados!

"Os lírios não se importam com a cor da rosa...pois
cada um é cada um.. lindos em sua essência.

."Só existe uma palavra equivalente a um abraço..
EU TE AMO!

Se eu pudesse usar uma cor para representar Deus, eu usaria a cor azul...
Então, tudo de azul para você!

Onde você estiver, com quem você estiver meu pensamento estará contigo, pois tudo é poesia!


Só saber que existe debaixo do mesmo sol que ilumina.. já basta.. é o bastante para lhe amar...


Eu achava que estava livre.. até dar de cara com a minha consciência....
(Hertinha)

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sou o fruto da grande árvore

Vamos lá!
Falo realmente o que penso.
E hoje, como haveria de ser diferente? Abro meu coração
a magia do segundo que me arranca
suspiros.
Penso em como somos, nos interpretam por aquilo
que nos rotula.
Alguém estava falando comigo a instantes.
E a pergunta foi: -Você é espirita?
Eu respondi que não, falei que não estou rotulada.
E ai, veio novamente outra pergunta:
-Então, é budista?
Eu lhe perguntei o por que de estar me perguntando.
Então, ele me disse: -Pela sua forma de falar.
Eu lhe disse que não , também não sou budista.
E a conversa parou por ai.. Acho que ele pensou: - não entendo,
acho que ela não é nada!
Se continuasse a conversa, seria isso mesmo que eu lhe diria:
-Realmente não sou nada, no muito que pretendia ser.
Eu aprendo por ai, eu aprendo vivendo, tentando, por
mim mesma entender as pessoas, entender os propósitos,
entender as razões que nos fazem questionadores, e o
porque de alguns manterem a mente tão fechada para
a aprendizagem.
Eu pouco me importo em aprender que dois mais dois são quatro,
mas me interesso muito em saber porque tem tanta
gente entregue a sofrimentos.
Qual é a razão que leva a humanidade a não acreditar
que somos mensageiros da vida, condicionados
a um determinado espaço de tempo, que não
são iguais para todos.
Se eu tivesse que representar o que penso a respeito, eu
representaria assim;
A vida é como uma grande árvore. Deus é a raiz,. Cristo é
os galhos, e nós somos os frutos.
Todos nascidos do mesmo pé. Deus dá o crescimento,
Cristo leva o alimento, e todos nós o recebemos para
poder amadurecer cada um em seu tempo.
Então, já não ha mais necessidade de explicações, nem
de fazer divisões, sou deste ou daquele.
O que não é de Deus não pertence a árvore, mesmo
que queira se amarrar a ela, acaba sendo um objeto estranho.
Isto me lembra as palavras do senhor a Jerusalém:


Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha acolhe os seus pintinhos
 debaixo das suas asas, mas vós não o aceitastes!  Eis que a vossa casa ficará abandonada! …

Sim! O senhor quer nos ajuntar, assim, desta forma, para que encontremos sossego, confiando
que debaixo de suas asas estaríamos em segurança. Mas cada um quer encontrar segurança
fora dela. Ou, sobre a justificativa de precisar encontrar ainda o seu lugar no mundo.
Desprezam o poder de Deus, e  confiam no poder do homem.

(Hertinha)


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Brincadeira de criança

Era fim de tarde, o sol se aninhava no horizonte, espalhando feixes de luz entre as bananeiras. Eu e meu irmão caçávamos tralhas, prontos para construir algo para brincar. Na roça, não tínhamos muito com o que nos divertir, a não ser o que inventávamos com criatividade. Meu irmão gritou entre as folhas: – Achei umas molas de colchão velho, dá para fingir que é acelerador de carro! Assim, o rumo da brincadeira estava definido. Entre um feixe de pés de bananeira sempre havia um vão, largo o suficiente para ser nosso carro. Encontrei uma tábua que encaixei entre dois troncos, e aquele seria o banco. Meu irmão achou a tampa de uma panela e um tronco reto; furamos a tampa no centro e a colocamos na ponta do tronco. Do lado oposto ao banco, ele fixou o tronco um pouco acima do pé da bananeira, na altura e inclinação perfeitas. As molas foram colocadas no rodapé. – Yuipi! Perfeito! – dizia ele. Eu me sentei no banco, girando a tampa de um lado para o outro, enquanto acelerava com o pé. Meu irmão esperava do lado de fora, enquanto eu fazia o som do motor com a boca: Vrummmmmmmmm. Depois de um tempo, pisava em outra mola, fingindo frear, e puxava uma alavanca à direita como se abrisse a porta do ônibus, até meu irmão entrar com cara de bobo e me entregar algumas folhas como se fossem dinheiro. Eu pegava o troco numa pequena lata, entregava para ele, e ele se sentava ao meu lado. De vez em quando, trocávamos de lugar, passando de motorista a passageiro e vice-versa. A brincadeira seguia até escurecer, quando ouvíamos nossa mãe chamar para o jantar.
Escureceu e já não dava mais para brincar nas bananeiras, então pegamos uma lamparina a querosene e colocamos no meio do terreiro, um chão batido sem cobertura. Nosso terreiro era grande, cercava toda a casa e a frente, subindo por entre os canteiros de bananeiras que se estendiam dos dois lados até chegar a outro terreiro mais acima, onde ficava o paiol. Nossa casa era pequena e simples, mas muito bonita, rodeada de árvores frutíferas e pelo corredor de bananeiras que a deixava ainda mais charmosa. Voltando à brincadeira: colocamos a lamparina acesa no centro e sua luz atraía vaga-lumes. Às vezes vinham uns enormes, que derrubávamos e colocávamos num recipiente fechado para não fugirem. Quando já tínhamos vários, começava a parte mais divertida: pegávamos um lençol velho, jogávamos sobre a cabeça, segurávamos com as mãos e soltávamos os bichos. Que maravilha! Parecia uma cidade, e na nossa imaginação os vaga-lumes eram carros passando pelas ruas com faróis acesos. Mas, como tudo que é bom dura pouco, minha mãe veio encerrar a brincadeira, chamando todos para dormir. Ela apagou as lamparinas e eu fiquei de olhos fechados, com medo da escuridão completa que tomou conta de tudo.
Era madrugada quando bateu uma vontade de fazer xixi. Minhas irmãs roncavam e eu, com medo de acordá-las, já que sempre ficavam irritadas, tentei voltar a dormir. Acabei sonhando que estava lá fora, entre as folhagens, agachada, sentindo um alívio enorme ao esvaziar a bexiga. Mas, ao acordar, estava toda molhada, da cabeça aos pés, e fiquei quietinha, imóvel, sabendo que a luz do dia me traria problemas. Achando-me esperta, esperei minhas irmãs se levantarem, saí da cama e a arrumei com muito cuidado. Fui para a cozinha com cara de inocente, mas não demorou para minha mãe descobrir. Entrou dizendo: “Ah, ah! Aí está você, sua danadinha, achou que eu não ia perceber? Desde quando arruma a cama?”. Encolhi-me, sem dizer nada, e fui saindo de fininho como um cachorrinho, fingindo que não entendi. No fim, tudo acabou bem, afinal, quem nunca fez xixi na cama que atire a primeira pedra.
(Hertinha)












Águas passadas

Hoje eu preciso me acalmar, minha
alma pula e se esbraveja dentro de mim.
Foram tantos os caminhos, foram tantas as
alegrias que passaram.
Todos indo embora, um a um, e a
saudade fazendo morada aqui dentro.
Pai, mãe, avós, tios, uma bela historia
e coração vazio. Quantos sorrisos
apagados, numa alegria passageira,
quanto tempo vivido, como
lamparina cujo combustível  se acabou.
Ainda bem que o tempo leva, e também traz,
outras formas de sorrir.
deveríamos nascer e morrer todos ao mesmo tempo, para
não precisarmos nos despedir.
No entanto, temos que aceitar as coisas como são,
porque objetos quebrados não podem
fazer parte da mobília, então, que venham novas
descobertas, novos enfeites, novos sorrisos.
(Hertinha)