Ainda é cedo, o velho e o novo caminham pelo mesmo enredo. Até que o sol se ponha no horizonte distante e derreta esse olhar insistente. A velhice é como uma árvore que perdeu a capacidade de absorver seiva: ainda vive, até que caia sua última folha e se torne deserto. Já me formei na escola da vida, e muitas coisas ficaram para trás. O que antes era aprendizado agora virou prova. Não há mais tempo para consertar. Só me resta seguir o caminho, sem insistir demais, devagar e sempre, até que o sempre se desfaça diante do meu olhar.
Hertinha Fischer
Nenhum comentário:
Postar um comentário