Não tenho idade, sou o tempo, e ele sempre se renova em seu próprio percurso. Meu útero guarda meu reflexo, como uma rosa que o tempo despetalou, mas cujo caule ainda lembra como fazê-la florescer. Onde mais estaria o útero das flores, senão nelas próprias?
O tempo nunca acaba, embora pareça passar diante de nós. Se entrei nele e vivo o agora, onde me refugiarei quando deixar para trás o futuro que não viverei?
São muitas perguntas e poucas respostas. Sou peregrina nesta terra e sigo adiante como quem sabe e não sabe, como quem vive e pouco vive, pois há um tempo limitado para estudar, refletir e aprender sobre mim mesma e sobre como a vida funciona.
Acredito que somos como elos de uma corrente invisível, cujo tempo guarda em sua memória para nos reencontrar nos planos celestes. Cada ser é um elo que se une em algum lugar, para depois se reunir em um momento específico. Algo que só mais tarde iremos compreender.
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