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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 8 de abril de 2025

Seios dos tolos

Abra a janela e olhe lá fora, perceba o silêncio que a envolve, o vazio de gente que caminha nela. O antes se mistura com o agora. A alegria murchou, restaram apenas olhares estranhos. Até uma criança rosnou para mim hoje, seria esse o amor animal que todos desejam? Os frutos ainda verdes, na liberdade, se lançam ao chão, onde apodrecem e enfeitam a terra com sua decadência. Que pena. Será que posso falar assim, ou ainda é cedo? A beleza falsa me ofusca, enquanto a "beleza" guardada no bolso parece mais fraca, talvez só sirva para comprar um pouco mais de falsidade. Já usam mais terra para adornar túmulos que não são mais caiados, exibindo-se com mármore. Será que o infinito é a soberba dos homens, que se conformam com uma vida rasa, mesmo sabendo que o fim é profundo? Se houver um amanhã, talvez saiba para onde ir; se não houver, para onde irá?


Hertinha Fischer.


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