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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Filiação

Talvez o digno fosse um viajante,  

cujas mãos alcançavam o céu.  

Segurava uma foice,  

repleta de força em cada corte.  


O fogo sempre pronto para um espaço,  

quase sempre em acero,  

nunca tomava o que era seu por direito.  


Mesmo entre as torres de Babel,  

a simplicidade era sua essência.  

Não perturbava o natural,  

certo de que a presa livre estaria  

em seu quintal.  


Assim vivia, ouvia e transmitia,  

nada do elevado o preenchia.  

Fazia o que sabia fazer.  


O mundo ao seu redor o atraía,  

aprendia com as lições que se desenhavam,  

mas nada o incomodava.  


Seguiu pelos anos como um caminho  

que já nasceu traçado,  

absorvendo as marcas  

que formaram as ruas.  


Vinha de outros cantos, e o lugar  

já lhe pertencia,  

assim como ele pertencia  

a todos os lugares que via.  


Fez-se na pequenez, cultivou a tristeza,  

sobrou proeza e uniu-se  

à amada Tereza.  


E, a partir do nada,  

construiu uma estrada de felicidade  

para a posteridade.  


Hertinha Fischer




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