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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Teoria de um ancião

 Cara amiga de antes. Agora quem tu és?

Fala-se de eternidade, até quando?

Que amor é esse - meio morno, meio maluco,

cortado ao meio?

Dá-se, doente está!

Que fizeram os bons, de onde saíram os borrões?

Carta rasgada, letra miúda, escancarada caligrafia

de quem não confia?

Lê-se, não entende, Escuta, não se entende,

fala, desentende?

Mudança, debochado sincero, esperança, claro esbanjador?

O mar que amou a areia, a areia o engoliu, a orla que se desespera

na hora em que a pedra pariu.

O inverso que se faz verso, que reverso

o universo?

Madre sem útero, pássaro sem bico, malogrado pensador

Pensa que pensa pensando, ato que pena sem poema

Universo bilateral, esquema universal, esquecimento paradoxal 

Hertinha Fischer





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