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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 22 de março de 2022

A curva do menoscabo

Ha um mortal silêncio no lugar da sabedoria.

Não se ensina, não se complementa, nem se repassa.

Ordem desordenada do nada a nadar em lama.

O valor da aprendizagem desvalorizada

Preguiça ou inveja?

Incompetência de quem diz saber e nada sabe.

O tempo me sonda entre portas semiabertas 

Quase a  sumir dentro dele mesmo

A mentir descaradamente sobre as escalas.

Diz ter muito, sem dar nada,

O saber na ignorância é tudo

O saber da intelectualidade é nada

Tudo o que acha que sabe, outro contesta,

e quando contesta desorganiza.

Ouvir conversa, dizer que se diz sem dizer, ou

que não diz, sem ouvir, é o lema da atualidade

mais desatualizada que antes. Mais arrogante e pretensiosa

Onde se abria caminho,  agora se fecha.

Toda a ilusão ganha poder, enquanto se rebaixa a razão.

No ziguezague caminha e no ziguezague desaparecerá

e na curva da loucura renascerá. Sei lá?

Hertinha Fischer






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