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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Sagrado chão

 Era eu e o roçado negro,

preparado com fogo e fumaça.

Era o cavalo e o roçado vermelho,

preparado com cascos e aiveca.

Era a terra em sulco, revolvida e esmiuçada,

 preparado para a semeadura.

Era o homem de coragem a rezar pela colheita,

nas cordilheiras dos sonhos, subia no pico

da fé.

Era nós, os filhos, que surgiam, a esperar

pelos sagrados grãos, confiando naquele

roçado, no cavalo e aiveca, na doce e mágica

terra, e no homem em acensão.


Hertinha Fischer

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