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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 19 de dezembro de 2020

Inexato sentir

 Por ti, por te, poteia, coisa de poeta português.

A ti dou meu coração
Que coração recebes?
A mesma boca que beija, agora blasfema a face
que desejastes.
Faz-se noite face a noite, em ruínas desmorona
de desejos ao contrario.
O que parecia puro, na verdade,
transforma-se em infecto sentimento,
O inverso e reverso de amigo a inimigo.
Mascavado o translúcido, defeituoso o apurado,
corrompido o límpido, de paixão ao ódio deslavado.
Promessas não cumpridas, ação sem ação ou inércia.
Coisa de quem não tem no querer constância. Ora
conserta para quebrar, ora quebra pra consertar.
Sem forma e espumante, ondas arrebatadas no ar,
coisas de quem nunca soube,
o que significa amar...
Hertinha

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