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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 26 de setembro de 2020

Orbitando

 

Cabe a mim, deslizar pela vida

sem medo de viver.

Lançando fora todo medo e preocupação,

por que tudo se realiza como um botão de flor

desabrochando na primavera.

Hoje, descobri que tenho forma, sou visível

no real.

Sou como máquina compondo tempo,

que em seu tempo faz e desfaz.

Vai aproveitando o bom vento, plainando

nas alvoradas, satisfeita em si mesma.

Colhendo o melhor á derredor, somando franquezas.

Faço parte, assim como todas as coisas no espaço,

sem embaraço.

Consciência pura, resistência ao máximo.

Ha um universo paralelo aqui dentro,

com seus sóis, luas e asteroides.

Compondo-se em ondas lúcidas, traçando o caminho

das luzes que derramo.

Um planeta em sua órbita perfeita, rodeando

o céu por anos a fio, se alimentando de sua capacidade e

velocidade.

Aproveitando a vida nos momentos e momentaneamente

satisfeita em existir.

Hertinha Fischer





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