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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Por quê de ser

 Hoje é hoje novamente,

saúdo mais um dia que me aquece.

Entre nevoeiros que me encobre a visão

e luzes fugaz no coração, sou mais

sentimentos que emoção.

Tenho que sobreviver ao acaso, entre o 

eu e o que sobrevêm.

Sou o querer sem querer, mudo em miúdo desdém.

Se me abre em possibilidade o dia,mas, diante da impossibilidade

do poder, escuto as vozes do silencio que me corrói.

Meus pés em desalento retrai.

Queria ser borboleta amadurecida de asas abertas, a metamorfose 

incerta me trai. 

Não ser eu, qual a novidade?

Se tão eu sou eu.

A vontade me limitou, a bondade não me visitou,

sigo meio que viva e morta, ante a vida que sou.

Hertinha Fischer









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