Já era hora de parar, mas eu insisti mais um pouco.
meu caminho era longo e se eu parasse
não chegaria nunca.
Esqueci que meus pés são demasiados vagarosos e
que as horas se apressam e está sempre a me vencer.
Talvez em algum momento ela me esquece e deixa
eu viver meu tempo de preguiça sem que me faça
pensar que passa.
Meu chão, que antes me era tão caro, agora
esta enrijecido por camadas de concreto,
e meus pés acostumados a desnudar-se para
sentir o carinho sobre ele, agora se desgasta em tristeza
por ter que ficar escondido.
Tudo que eu consigo lembrar de mim, estava
naquele lugar, onde a lua chegava com
pompa, brincando sobre as frestas das árvores até que,
em algum momento o sol trocasse de lugar com ela.
Oh tempo porque não me ouvistes,
quando em pranto eu te pedi para parar, mas criastes
um tic-tac sem fim, só para me separar de meu lugar.
Agora ando triste, não reconheço meu recanto, se perdeu
em seu espaço tempo, só para me acabrunhar.
Roubastes minha fantasia de menina, colocastes uma
mente de mulher, e agora, como brincar, sem que me vejam
como louca?
Herta fischer (Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
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