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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Dor da velhice

Sai de casa com tantos sonhos nos bolsos, com tanta vontade de viver.
Buscava a solicitude da vida: amizades sinceras, amor  eterno, e
a vida me deu apenas o que tinha para me dar: medo e insegurança.
Cedo a vida nos parece mais alegre, mais comunicativa, mais cheias de encanto, mas,
ao decorrer da tarde já  tem ânsia pelo fim enquanto a gente ainda quer mais.
Quando a noite cai tudo fica mais difícil, a luz é fraca, o caminho menos visíveis, a pegada
apagada, o medo de errar muito mais forte.
Não estou reclamando, pois é isso que todos vivem, só estou fazendo uma réplica do que sinto.
Sei que os pregadores positivistas diriam; - Ah! mas sempre é tempo! - Eu sei, enquanto ha vida ha esperança, mas que fica tudo mais lento, isto fica!
Só o tempo é quem dirá, pois cada um tem a sua formula, só não somos todos iguais.
Bom é olhar para a frente com grandes expectativas, Só que olhar e não enxergar mais o
que se via é uma tortura. Isto para mim, que gosta de movimentos apressados.
Eu gosto de aproveitar meu tempo, quer me ver bem e feliz, me dê trabalho. Só que chega uma
hora em que tudo que vamos fazer se torna cansativo.
Os músculos ficam fracos, os joelhos doem com uma simples caminhada. a vista vai se escurecendo,
nossa capacidade cai pela metade, E os sonhos, ah, os sonhos já não mais nos acompanham.
É como se apaixonar pela obra e vê-la se findando, as últimas pinceladas são tão doloridas.
Como um plantador que vê sua terra desgastada e pensa: - Já não vale mais a pena plantar!
Pois se colocar adubo na terra e dar para ela descanso, não sabe se terá tempo de vê-la  de novo brotar.
Vou levando, vou empurrando, quem sabe é só Deus.
Herta Fischer









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