Tão bom ser,
mesmo não sendo,
tão bom existir, mesmo
não sabendo.
Tão bom andar
sem movimento,
só deliciar
em sentimento
Sair sem saber onde ir,
chegar, chegando,
amar, amando
Cantar por dentro,
sem som, nem lamento,
andar no relento,
Tão bom não saber,
ler o entardecer
como quem segue
em frente, apenas
por querer.
Sou eu, talvez,
um pouco altivez, outro
pouco, mesquinhez,
E pensar que sou grande,
que nada, só um nozinho
envergonhado, no
meio deste gado que
vive o descaso de
ser simples empregado
de uma vida malograda
que ora, novidade, outrora
saudade.
Sinto-me escapando,
aos poucos me acabando,
sem rastros ou decência,
neste tempo de decadência,
pouca fartura, muita falência!
Herta Fischer
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
quinta-feira, 9 de junho de 2016
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