Ando sem inspiração,
preciso ler poesias.
As vezes, eu quero falar, outras, quero me calar, mas
escrever, eu quero sempre. só não sei
o que dizer.
Olho pela janela do meu quarto enquanto
procuro palavras, tento me inspirar
na cantiga dos pássaros, no sol
que timidamente me olha nos olhos, mas
minha cabeça esta tão cheia de preocupações,
e me coloca tão distante do que quero,
Seguir pelo meu dia eu queria, plantar um pouco
de palavras ritmadas no embalo
do que sinto.
Mas, de repente, nem sei mais o
que é sentir.
Será velhice?
Não ha em mim horizonte algum, só o
medo de partir sem poder me despedir.
Não quero pensar, mas, eu penso. Aliás é o que
mais eu faço ultimamente.
Não sei onde se escondeu a alegria, talvez,
esteja empoeirada em algum
canto do porão, onde guardei o melhor
de mim, e não fui mais procurar, por medo
de não ser mais igual ao que sempre foi.
Porque o que era lindo, passou a ser apenas dor,
dor de saber que continuo, mas já sem
aquele olhar de criança, já percebendo que,
a vida já não quer mais ser vivida na mesma intensidade
de antes. E no arrasto se vai, na canseira desanima.
Herta Fischer.
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A dose certa
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segunda-feira, 20 de junho de 2016
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