Carrego em meu ombro tanta insegurança,
sou como um vaga-lume em noite úmida, acendendo
as minhas luzes para quem não vê.
Vivo na ignorância dos meus dias tristes, quando
o que faço está longe de me satisfazer.
Já quis fazer diferente, já quis me libertar, mas,
me libertar de quê? De mim mesma?
Como se fosse possível vaga-lume transformar-se em borboleta
e vice-versa?
Assim como o tempo passa, eu também vou passando, o
tempo nunca envelhece, mas eu estou perdendo
minha capacidade.
Olho para minha pele, está desbotando como pétalas
de flor. Não ha mais brilho, nem vigor.
Dentro de mim está a força, eu sinto que minha alma
se aprimora em cada segundo que passa, enquanto o corpo
se prepara para morrer, meu espírito anseia pela vida.
O que mais me atrai é a possibilidade de partir, só
que, ao mesmo tempo, eu sinto um arrepio na espinha,
por não saber o que me espera,
Como será dar o último suspiro? vai doer?
Será que é como eu imagino?
Sempre que penso na despedida, ou sonho com ela,
é como tirar o fio da tomada, pft, pronto, acabou!
Dormirei até que meu Senhor volte, quando novamente
colocará o fio na tomada, e...pft...tô de volta como
eu mesma, senão não faria nenhum sentido.
As vezes eu fico imaginando: quando isto acontecer, estarei
preparada? acho que ninguém nunca estará, por isto
é que a morte, chega tão inesperadamente e apenas
nos apaga, assim como a borracha apaga um pingo.
Alguns dizem: para quê pensar no fim, mas o fim é eminente,
ainda mais quando já estamos muito próximos dele.
Consigo enxergar o fim da linha, sei que chegarei muito rápido,
o tempo me instrui nesse sentido, não vou ficar aqui para sempre,
Então, costumo olhar bem ao meu redor, para absorver bem
o que vejo, pois sei que em qualquer dai,quando menos
esperar tudo se apagará como fogo sem alimento.
(Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 5 de junho de 2015
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