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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Vira volta

Quem de si mesmo tira proveito?
desde que se nasce é do outro que se precisa.
Ansiamos por asas é até mesmo sonhamos em
voar, quando que só andar não basta?
Mas os velhos pés é que carregam a maior
culpa quando não chegamos onde queríamos
chegar.
Não entendo o que se espera, não entendo a
não compreensão do que é de fato para ser nosso.
Será que temos mesmo algum poder sobre nós, sobre
os outros, ou ainda, sobre o que vai acontecer?
Criamos uma cartilha em nossa mente, cartografando
a via por onde teremos que caminhar, como se fosse
possível usar de ciência para nos entendermos melhor.
Para onde vai o tempo que passa,
de onde vem todo recomeço,
será só um ciclo, ou todo fim é somente
um fim?
Porque os renovos, se a alma está na semente, se da semente
seca desponta outra vez a vida, então porque temer a morte?
Porque existe a tempestade, se a mansidão também faz igualmente
 sua obra?
No meu tempo nasço, no meu tempo padeço, no meu tempo
morro, e é só isso?
Não! tem de haver algum propósito escondido, em algum momento
em algum lugar o que secou há de brotar.

(Hertinha)



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