Todos os meus desejos se foram com o tempo,
de nada adiantou querer tanto.
Quantas coisas e objetos desejados se
foram, deixaram de ter importância.
Hoje, depois de olhar para a linha do horizonte
já tão perto, fico a pensar que, de tudo que vivi, o mais
importante foi o amor com que amei, na
expectativa da reciprocidade, até entender que, de
nada vale a troca.
O que vale, é o que se dá com alegria!
Nada substitui o sentimento sincero que sentimos,
quando a troca não faz sentido.
Eu sempre pensei que eramos todos iguais, sofri
ao perceber que eu era só no mundo, eu e meus sentimentos,
eu e minhas revoltas, eu e o sentido que me faz e que me leva.
Quando realmente tenho importância para os outros?
Podem até se importar com a minha presença, ou sentir saudade
quando não me tem por perto, mas do que sou, o que penso e
até o que sinto, isto não faz a minima diferença para ninguém.
Descobri cedo demais que o que faço ou a maneira que faço,
pode fazer com que o outro me veja negativamente ou positivamente,
dependendo do que o outro pensa ou quer que eu faça, mas o
que eu sou, a maneira em que eu acredito, e em relação ao
meu sentir, não preocupa o outro.
Tenho as minhas razões para não acreditar no amor humano,
pois o amor humano raramente é para o outro, significa que, se não
satisfaz a si mesmo, se desintegra rapidamente.
É como uma luz virada para algum objeto, o objeto se
realiza na plenitude daquele que o ilumina, porém, quando
a luz se apaga. este também perde seu brilho.
Eu já ouvi muito isto: Se você não fosse assim, provavelmente
eu não te amaria, ou.. estou com você por você ser assim, ou
fazer assim.
Isto requer uma analise: Então, as escolhas são feitas pelo que
se pode dar, quando se satisfaz com o que é dado, não é pelo
valor da pessoa em si?
Eu tenho uma certa dificuldade em aceitar migalhas, tenho
aversão por troca. pois sempre ofereço o meu melhor, e quando
preciso de algo, eu me recuso a tirar do outro. Uma união precisa
ser como uma tesoura, os dois lados trabalham em sintonia de força,
um lado não tira o mérito do outro, ambos trabalham
sem no entanto abdicar do poder daquilo que os une.
(hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
segunda-feira, 11 de maio de 2015
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