Plantei uma flor.. ela cresceu e desabrochou, mas não tinha olhos para vê-la.
Pintei minhas esperanças numa pequena tela, ela empoeirou, e sozinha se encostou em qualquer canto da sala.
Sorri, sorri muito, muitos sorriram comigo, mas só das lágrimas tenho uma certa lembrança.
Andei pelas ruas, bem arrumada, sapatos finos, mas ninguém nem sequer se deu conta.
Resolvi então, me vestir de sacos, e maltrapilha vaguei pela vida, mas também, ninguém me notou.
Então, me desanimei, quase desisti, voltei para minha solidão, mas lá também nada encontrei, a não ser meu próprio vazio.
Voltei mais animada, tentando preenchê-la com mais amor, mas nem todo amor parece ser suficiente.
Resolvi então, plantar um pouco mais, pra ver se aumentavam-se as espigas, mas a seca tão severa, ressecou o meu quintal, e nem as flores suportou.
Segui meu rumo assim mesmo, um bom plantador nunca desiste, há tanta esperança numa saga.
Mesmo que não valha de nada, mesmo que não haja mais olhos, ainda haverá motivos para pegar minha enxada, cavar esse chão , lançar as sementes na terra, e esperar pela chuva.
Quem sabe, Deus acorde em seu lugar e lembre-se de mim, e me enriqueça de bençãos.
Hoje ha´muito sol, há muito silencio, mas amanhá talvez, haja chuva e haja vozes que me consolem, porque neste momento eu só posso mesmo estar desejando que minhas sementes despertem.....
Autora: Herta Fischer direitos reservados
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Eco do fim
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quarta-feira, 6 de março de 2013
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