Como as raízes que se prendem ao chão, eu fiquei presa a você.
Como a terra que sedenta , com a falta de chuva se enfraquece, eu também sequei por dentro, asfixiada por seu egoísmo.
Tudo o que sonhava ser, nunca alcancei. Pois você não deixou meus pés correrem ao encontro dos sonhos.
Eu sonhei. Você viveu.
Não deixou tempo para mim, roubou-os todos para que vivesse a sua sombra.
Quis ser eu mesma, e só consegui ser seu desejo.
Sonhei em conquistar meu espaço, e todo ele foi ocupado por você.
Como um tirano sem alma, destruiu minha alegria, conquistando tudo que eu era.
Deleitou-se em prazer sobre meu corpo, sugou minha alegria de viver, como se tudo que era meu lhe pertencesse.
E quando me preparava para a liberdade, me prendeu em teus castelos de desejos, sugando todo o néctar de minha pureza.
Desprezou meu desespero e fechou os ouvidos para meus gritos. fazendo com que meus olhos se fechassem para tudo e enxergasse somente você.
As amarras invisíveis de sua insensibilidade me machucaram tanto, e deixaram muitas cicatrizes.
Quando percebi que tudo era dor, quis me libertar, porém já era tarde.A aurora se foi e o entardecer chegou depressa.
E nesta noite, todas as luzes se apagaram, e o que resta, são apenas a escuridão da alma, e o saber que a noite não termina, pois como uma pedra, me tornou imóvel para sempre.
Autora: Herta Fischer direitos reservados.
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Eco do fim
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
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